Com apenas 4% do total nacional, a região Norte foi a que menos contribuiu para a indústria nacional da construção em 2010, 0.2 pontos percentuais a menos em relação à participação de 2007. A mão de obra ocupada também caiu de 3,5% para 3,3% no mesmo período analisado. Foi o que revelou a pesquisa anual da construção civil divulgada na última sexta (15), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mesmo com a retração, segundo o levantamento, os R$ 8,47 bilhões gastos com obras, incorporações e serviços do segmento em 2010 apontaram para um crescimento de 87,9% a mais em relação aos R$ 4,50 bilhões de 2007.
Já o número de ‘pessoal ocupado’ em 2010 (99.408 trabalhadores) foi 48,8% superior aos 66.788 trabalhadores empregados quatro anos antes.
“No que diz respeito às obras públicas, nossa participação é realmente pequena. Nos últimos anos tivemos apenas o ‘Minha Casa, Minha Vida’. Empreendimentos maiores foram direcionados para o Pará, como a construção da Usina de Belo Monte, por exemplo”, analisa o vice-presidente do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil), Frank do Carmo.
Em relação ao Norte, ele concorda que a região é que menos recebe obras de grande porte e projetos governamentais. “As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não nos atingem”, destacou.
Mesmo sem os dados específicos do Amazonas, o representante discorda dos dados apresentados.
O número de pessoal ocupado é conflitante, uma vez que atualmente temos 80 mil pessoas trabalhando só na capital amazonense. Como pode, o total do norte ser de 99 mil pessoas, mesmo há dois anos atrás?”, questionou.
Além disso, segundo ele, ao contrário das construções públicas, a construção privada (indústria imobiliária) não para de crescer. “É só observamos o IVV (Índice de Velocidade de Vendas, que também indica uma aceleração da construção”, anotou.
De acordo com o índice citado por Frank do Carmo, o mercado imobiliário no Amazonas apresentou IVV de 37,89%, o que representa um crescimento de 17,93% em relação ao primeiro trimestre de 2011. Foram 4.284 ofertas de imóveis para 1.623 vendas efetuadas.
A expectativa do setor é de crescimento de 6% a 7% este ano.
Brasil
No Brasil, em 2010, as incorporações, obras e serviços das empresas de construção somaram R$ 258,8 bilhões, aumento nominal de 23,3% em relação a 2009, segundo o IBGE, sendo R$ 250 bilhões referente a obras e serviços. Desse total, 42,8% (107 bilhões) foram provenientes de obras públicas.
Quanto à mão de obra, o número de empresas ativas com uma ou mais pessoas ocupadas passou de 53 mil em 2007, para 63,7 mil em 2009 e 79,4 mil em 2010, acréscimo de 50,2% e 24,6%, respectivamente.
Ainda segundo a pesquisa, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram empregadas em todo país e os gastos com pessoal ocupado foram de R$ 63,1 bilhões.






