Preços agrícolas sobem 1,25% em abril

Em: 5 de maio de 2009
O IQPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos) pela Agropecuária Paulista subiu 1,25% na terceira quadrissemana de abril, informou o IEA (Instituto de Economia Agrícola) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento
O IQPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos) pela Agropecuária Paulista subiu 1,25% na terceira quadrissemana de abril, informou o IEA (Instituto de Economia Agrícola) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

O IQPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos) pela Agropecuária Paulista subiu 1,25% na terceira quadrissemana de abril, informou o IEA (Instituto de Economia Agrícola) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A análise foi elaborada pelos pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
As altas mais expressivas foram verificadas nos preços da banana (47,74%), da carne suína (10,19%), do tomate (8,76%) e da laranja para mesa (5,41%). A elevação do preço da banana é justificada pelo aumento do consumo que ocorre no outono e pela redução na velocidade de crescimento dos cachos, devido à temperatura mais amena, o que provoca atraso na produção, pontua a pesquisa. Os preços de fevereiro e março foram excepcionalmente baixos, fazendo com que a sua evolução normal, em abril, apresentasse variação acentuada.
Ao contrário da banana, a variação de preços do tomate está em desaceleração, dizem os pesquisadores do IEA, pois a base de comparação (preço do mês anterior) também se elevou dentro do padrão de variação estacional observado nos últimos anos. Já o persistente aumento nos preços da laranja de mesa, após o fim do verão, foge do comportamento típico, observam. “O esperado para abril era­ queda de preços”.
Também os preços da carne suína apresentaram variação atípica, segundo os técnicos. “Pelos padrões de comportamento do mercado interno, os preços em abril deveriam estar em queda, mas a influência das exportações, afetada pela crise internacional, alterou o padrão”, afirmaram os pesquisadores. Os preços caíram quando deviam estar em elevação e, agora, se recuperam com a retomada de encomendas externas, além da diminuição da oferta no mercado interno.
Com os baixos valores recebidos nos últimos meses, os suinocultores reduziram a produção, dizem os pesquisadores. “A ocorrência de gripe suína na América do Norte já provoca restrições dos importadores russos, o que deve favorecer os produtores brasileiros”. Isto, apesar de não haver nenhum registro de contaminação em suínos, do animal para o homem e vice-versa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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