Pressões provocadas pelo aumento, nos últimos meses, dos custos dos insumos forçaram as empresas de biscoitos e massas alimentícias a realinhar seus preços. A partir de abril os produtos serão vendidos com reajustes de 10% a 15%.
Este é o primeiro reajuste do ano, pois até agora o setor de biscoitos e massas alimenbtícias tinha mantido os preços praticados desde agosto do ano passado.
“As empresas que atuam no segmento já estão arcando com os aumentos e chega um ponto em que precisam promover um realinhamento para que possam se manter sadias”, explicou o presidente do Simabesp/Anib (Sindicato de Biscoitos e Massas Alimentícias do Estado de São Paulo, José dos Santos dos Reis.
De acordo com o o dirigente do Simabesp/Anib, entre os aumentos que forçaram esta reavaliação dos preços dos biscoitos e massas estão a farinha, 30%; gordura hidrogenada, 35%; cacau, 15%.
Mercado
internacional
José dos Santos dos Reis explicou que a maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional. “A boa notícia é que mesmo com aumentos dos custos em torno dos 30% nós conseguimos manter nossos reajustes numa base bem inferior”, garantiu.
Mercado movimenta 1,13 milhões de
toneladas e fatura R$ 7,41 bilhões
Os preços finais conforme José dos Santos dos Reis dependem do tipo do produto e de cada fabricante. “As pressões têm impacto diferente em cada um e o resultado final depende de uma série de variáveis. Porém, podemos garantir que os reajustes não ultrapassarão os 15%”, afirmou o presidente do entidade.
O mercado de biscoitos movimenta mais de 1,13 milhões de toneladas anualmente e tem um faturamento recorde, em torno de R$ 7,41 bilhões, o que coloca o Brasil na posição de segundo maior produtor mundial do produto.
Mercado
promissor
Este setor está composto por 600 indústrias, sendo que as 20 maiores representam 70% do mercado. O consumo anual per capita do consumidor brasileiro tem se situado em torno dos 6 quilos nos últimos cinco anos.
Terceiro
lugar
No que se refere às massas, o Brasil detém o terceiro lugar no ranking dos países produtores, com um total de 1,3 milhões de toneladas de biscoitos produzidas em 2007 e um faturamento de R$ 4,67 bilhões. O consumo per capita anual é de 5,8 quilos.







