Prefeito não orientou base aliada

Em: 21 de março de 2012
Wilker Barreto ainda aguarda orientação do prefeito Amazonino Mendes para proceder com relação à base aliada
Wilker Barreto ainda aguarda orientação do prefeito Amazonino Mendes para proceder com relação à base aliada

Ao contrário do que fez com relação à Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai investigar o não cumprimento de cláusulas contratuais por parte da empresa Águas do Amazonas, quando orientou os vereadores da base aliada a assinarem o requerimento que pedia a investigação, até o momento o prefeito Amazonino Mendes ainda não fez qualquer tipo de indicação com relação a uma possível CPI do Transporte Executivo de Manaus à sua base na Câmara Municipal de Manaus. Quem garante é o vice-líder do prefeito no Legislativo municipal, o vereador Wilker Barreto, do PHS. Independentemente da orientação do Executivo –que tem a maioria na CMM–, o parlamentar diz não acreditar na instalação da CPI, que classificou como “aberração”. Por meio de nota, o vereador afirma que entende o posicionamento do prefeito, que é favorável a todo tipo de investigação, por não ter nada a temer, mas considera temerária a criação de uma CPI em ano eleitoral.
Na manhã da última segunda-feira (19), o vereador Ademar Bandeira (PT), autor do pedido de CPI, apresentou trechos do vídeo gravado pelo presidente da Cooperativa CST-AM, Pedro Militão, e que, supostamente, comprovaria o envolvimento do superintendente afastado da SMTU no esquema de compra e venda de licenças para o transporte executivo municipal. A intenção do petista era sensibilizar os colegas para que assinassem o requerimento. Mas, de acordo com Wilker Barreto, o próprio denunciante colocou em cheque a prova documental, uma vez que o vídeo é datado do ano de 2007 (época em que o órgão era gerido pelo deputado Marcelo Ramos, do PSB), e não 2010 como afirma Militão. “Eu não vejo, com base no que foi apresentado pelo vereador Bandeira, indícios para a instalação da CPI. O vídeo hoje é questionável. Se a data estiver mesmo equivocada essas imagens precisam ser periciadas”, destaca o vereador. Além disso, Barreto diz que as pessoas que hoje denunciam Cavalcante foram, no passado, por ele retiradas do sistema, o que seria a motivação das denúncias.
Já Ademar Bandeira minimiza o fato de o prefeito ter a maioria na Câmara e diz acreditar na instalação da CPI. Segundo ele, quatro vereadores já assinaram a CPI: o próprio Bandeira, Waldemir José (também do PT), Massami Miki (PSL) e Mário Frota (PSDB).
Na manhã de ontem, o Plenário aprovou um requerimento, de autoria do próprio vereador, que pedia a realização de uma audiência pública com a presença de permissionários e presidentes de cooperativas do transporte executivo, além do próprio Marcos Cavalcante e demais acusados, a fim de prestar esclarecimentos sobre os supostos esquemas de formação de quadrilha e corrupção. Bandeira diz acreditar que a realização da audiência servirá como forma de coletar mais assinaturas para a instalação da CPI. “(Com a audiência pública) os vereadores que ainda não se manifestaram poderão ver os relatos das pessoas que trouxeram a denúncia. Eles só vão poder falar ou numa audiência pública ou numa tribuna”, defende. Enquanto isso, Wilker Barreto afirma que a aprovação da audiência é a prova de que a base do prefeito “não deve nada”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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