Prefeito reúne associação de catadores e entrega Plano de Resíduos Sólidos

Em: 16 de dezembro de 2010
A taxa de lixo deve ser cobrada pela prefeitura a partir do segundo trimestre do próximo ano, como “medida educativa” para a população conter a produção de lixo e adotar a reciclagem
A taxa de lixo deve ser cobrada pela prefeitura a partir do segundo trimestre do próximo ano, como “medida educativa” para a população conter a produção de lixo e adotar a reciclagem

A taxa de lixo deve ser cobrada pela prefeitura a partir do segundo trimestre do próximo ano, como “medida educativa” para a população conter a produção de lixo e adotar a reciclagem, segundo declaração do secretário municipal de limpeza pública, José Aparecido, ontem. A
A população de Manaus vai arcar com a tarifa “simbólica” de R$10 pelo serviço de coleta de lixo, enquanto a prefeitura vai reduzir o volume de resíduos que chega ao aterro sanitário e estimular o serviço de cooperativas de catadores. Ainda segundo Aparecido, um estudo junto ao IPTU deve isentar boa parte da população da cobrança da taxa. O prefeito não quis comentar o custo da taxa.
Na cidade, apenas cerca de 3% dos resíduos produzidos são reciclados. A meta da prefeitura é ampliar a reciclagem para 20%, considerando o que vai parar nos igarapés e no aterro.
Os dados foram informados durante evento em que o governo do Estado, a prefeitura e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) formalizaram um convênio para implantação da aliança público-privada do Plano Diretor de Resíduos Sólidos (PDRS) de Manaus.
O plano foi elaborado pelo Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) a pedido do governo do Estado para conseguir verbas do BID, que financiaram as obras do Prosamim.
A execução do plano fica a cargo da prefeitura que deve dar incentivos às cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
O investimento municipal inicial para a organização dos catadores vai ser de R$300 mil, segundo o secretário. Os cursos de capacitação, organização das entidades, planejamento das ações, e construção de barracão, ficam para a segunda etapa, com mais R$2 milhões, fora o valor da iniciativa privada.
O secretário ainda dimensionou a medida a ser implantada pela prefeitura. “As prefeituras que não tomarem providência na questão da inclusão social dos catadores para reciclagem não conseguirão com facilidade os recursos do PAC”, disse.

Redação

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