Primeiro de abril

Em: 31 de março de 2008
Geo-Holística
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Não precisa ser cético ou coisa que o valha, mas a tradição do “Dia da mentira” continua cada vez mais presente em nosso cotidiano, principalmente, no dia-a-dia de nossos representantes políticos. Como dizem na linguagem popular: “Nem acaba e nem fica pouco”. O golpe da mentira – assim como a corrupção-, vem se consolidando nos costumes contemporâneos e tornando-se uma instituição social, assim como muitos de nossos comportamentos. No momento da ampliação dos pecados capitais, a mentira vem ganhando importância à cada ano, apesar dos inúmeros desmontes de bandos criminosos, que têm em grande parte contribuído para lesar o erário público.
Pior do que o ato da mentira, que muitas das vezes se justifica necessário, é a atitude deslavada e cínica de quem não admite que tenha mentido em detrimento de outrem, antes de o ter feito em favor de seu próprio interesse. Cabe à cada um de nós fazer sua mea culpa e procurar mentir menos, para que o futuro se torne mais suportável entre as pessoas de boa fé.

Culpada por ser mulher
E “Jesus disse-lhes: E se lhes disserem de onde vieram, digam-lhes: Viemos da luz, do lugar onde a luz surgiu por si.” (Evangelho de Tomé). Para alguns estudiosos a mulher foi execrada há milênios pelos manipuladores das Escrituras Sagradas. Com isto, advoga-se sobre a existência de um protagonista, uma espécie de “Big Brother”, que embora oculto aos olhos das pessoas, mesmo assim, deixa laços em todos os tempos e lugares visando, se não impedir, pelo menos, dificultar o desenvolvimento espiritual da humanidade, configurando-se como um dos meios foi desvirtuar a Trindade, através da eliminação da polaridade feminina, como se deixasse implícito, que foi a mulher quem deu “abertura” para a entrada do mal no contexto da criação. Puro preconceito machista!
Dentre os meios usados pela “força negativa” para esconder a verdadeira tradução do processo da criação persiste a tentativa de apagar a existência de um poder Divino e Superior transcendente ao Universo, e consequentemente, tirar da Trindade a polaridade feminina. Isto tem sido presentemente motivo de novos debates sobre o papel da “Mãe de Jesus” no processo de evangelização da humanidade, longe dos conflitos entre as igrejas Católica, Batista e Evangélicas em geral.
No atual ciclo de civilização das sociedades contemporâneas tenta-se reduzir a influência da cultura hebraica, na qual a mulher nunca teve seu papel enfatizado como parte relevante na construção da vida em sociedade. Os hebreus retiraram o lado feminino da criação e da sua participação em contato direto com todas as religiões egípcias que tinham em suas trindades a componente feminina, mesmo que esta fase da história universal tenha sido dada no Egito Antigo.
Vale lembrar que todas as cosmogonias, todas as doutrinas que não são oriundas do Velho Testamento admitem a Deidade Feminina, tanto as religiões nativas e primitivas quanto as mais metafisicamente elevadas. Nos primeiros séculos, pela força de um arquétipo feminino, os cristãos começaram a endeusar Maria Santíssima, tornando-se uma tendência tão intensa que ocasionou quase uma insurreição popular durante o Concílio de Éfesos, cujo tema era “Maria Mãe Santíssima”. Na realidade aquele movimento nada mais era do que uma tentativa de resgatar o lado feminino da Trindade, pois que na Trindade de Atanásio, Pai e Filho eram masculino e o Espírito Santo neutro.
Inteligentemente, o Papa João Paulo II adotou o dogma da Imaculada Conceição, como uma forma encontrada pelo Cristianismo Ortodoxo para acalmar os ânimos dos cristãos, que exigiam uma “divindade feminina”. Daí a gama do grande número atual de “santas” do modernismo cristão, contrastando com o Cristianismo ortodoxo e primitivo.
Ao contrário do que está dito no Evangelho de Tomé, referindo-se às palavras de Simão Pedro aos discípulos de Jesus (…) “Que Maria se afaste de nós, pois as mulheres não são dignas da Vida” (…); a maioria dos movimentos de novos padres da igreja Católi

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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