Produção de motos acelera mais 5,37%

Em: 11 de outubro de 2010
A produção de motocicletas no PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 5,37% na passagem de agosto para setembro, de 172.976 para 182.266 unidades, segundo dados da Abraciclo
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A produção de motocicletas no PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 5,37% na passagem de agosto para setembro, de 172.976 para 182.266 unidades, segundo dados da Abraciclo

A produção de motocicletas no PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 5,37% na passagem de agosto para setembro, de 172.976 para 182.266 unidades, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Em relação a setembro do ano passado (165.831), a expansão foi de 9,91%. O segmento acumula alta de 15,13% nos oito primeiros meses do ano, com 1,37 milhão de veículos (2010) contra 1,19 milhão (2009).
Apesar dos números positivos, os dados da entidade apontam que o segmento ainda não recuperou o vigor alcançado nos meses pré-crise. O resultado das linhas de produção em setembro ficou 13,32% abaixo do apurado no mesmo mês de 2008 (210.280 unidades). No acumulado, a distância a ser percorrida para chegar ao mesmo patamar atingido pela indústria antes da quebra do banco Lehman Brothers, nos EUA (1,68 milhão de motos), é de 18,45%.
O diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Paes, enfatiza que o ano de 2008 foi o maior de todos os tempos para a indústria brasileira. Ele destaca, porém, que depois das quedas drásticas nos números industriais, os valores apresentados em 2010 indicam um bom índice de retomada.
Paes ressalta que, mesmo em 2009, as intenções de compra não sofreram queda. De acordo com ele, em relação a outros setores, o segmento demorou mais para entrar em fase de recuperação devido a problemas na oferta de financiamentos ao consumo. Segundo estimativas do diretor, cerca de 17% das vendas são à vista, 30% a consórcio e o restante é financiado. “Grande parte das vendas no polo de duas rodas é feita pelo método do financiamento. Todavia, com a crise, ele se tornou bem mais rigoroso, o que causou o prejuízo”, detalhou.
Moacir comenta que, atualmente, as indústrias têm tentado se ajustar para atender as necessidades do mercado. A perspectiva do polo, segundo o dirigente, é finalizar o ano com 1,84 milhão de unidades produzidas e realizar 1,80 milhão de vendas domésticas.

Longo prazo

O economista, consultor empresarial e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Francisco de Assis Mourão, justifica que, assim como 2009 não é a melhor base para comparação, o ano de 2008 também não serve como referência por ter sido um fenômeno, o auge da indústria. “Os números de hoje, apesar de menores, não são ruins, porque essa é a demanda potencial”, delineou.
Mourão lembra que a linha de produção está atrelada ao número de vendas, influenciado pelo incentivo ao crédito de longo prazo.
Já o diretor Industrial da Suzuki, Antônio Calderaro, comenta que, por enquanto, a empresa ainda não alcançou a mesma potência de dois anos atrás, mas diz que a situação se mantém regularizada. “Para quem vendeu 20,5 mil motos em 2008, e agora vende cerca de 5.000, a diferença é grande, mas estamos em fase de evolução, de retomada”, analisou.
Para os próximos meses, Calderaro explica que a expectativa continua sendo positiva e só dependerá das condições externas. “Quem determina essa demanda é o mercado”, finalizou.

Discussões sobre novo PPB do segmento avançam

Após três dias de discussões com empresas, entidades de classe e órgãos governamentais, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) encerrou na sexta-feira, 8, a quarta rodada de negociações em torno do novo PPB (processo produtivo básico) de motocicletas.
Com muitos avanços registrados, a rodada teve como principal resultado a definição da tabela com a pontuação de todas as 220 partes, peças e componentes que constarão no novo processo produtivo e servirão como principal critério para cumprimento das etapas fabris. Outro desfecho relevante das negociações refere-se à valorização dos componentes fabricados localmente no PIM (Polo Industrial de Manaus), que terão uma pontuação bônus de 50% sobre aqueles adquiridos de outros locais do país ou do exterior.
O único item ainda pendente para discussão entre as partes é a faixa de pontuação mínima que deverá ser observada pelas empresas para fins de cumprimento do PPB. A obrigatoriedade deverá levar em consideração, principalmente, o modelo fabricado e a escala de produção, buscando dar às empresas maior flexibilidade na escolha dos componentes a serem utilizados.
Segundo o coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da Suframa, Gustavo Igrejas, a questão pendente deverá ser solucionada no próximo dia 20 de outubro, data em que a autarquia pretende realizar a quinta e última rodada de negociações com empresas e entidades de classe a fim de definir o novo PPB de motocicletas. “Com a definição desse tópico, poderemos fechar a proposta do novo PPB e encaminhá-la à consulta pública. Caso tudo ocorra da forma que estamos planejando, a portaria interministerial deverá ser publicada até o final deste ano”, afirmou Igrejas, destacando que o novo PPB só deverá vigorar a partir de 1º de janeiro de 2012. “Esse prazo é fundamental para que os fabricantes de motocicletas possam se adaptar às novas regras e planejar seus investimentos”, completou.

Novo produto

Outro processo produtivo básico que deverá lograr resultados positivos ao Polo Industrial de Manaus é o PPB de máquina de lavar louças, produto que atualmente não tem produção na indústria brasileira. Na última quinta-feira, 7, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e o Ministério da Ciência e Tecnologia publicaram no Diário Oficial da União a portaria interministerial nº 201, de 6 de outubro de 2010, que estabelece 12 etapas mínimas de fabricação para esse item na ZFM (Zona Franca de Manaus).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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