Produção e vendas de celulares avançam no PIM

Em: 28 de maio de 2010
A produção de celulares no PIM (Polo Industrial de Manaus) cresceu 14,19% no primeiro trimestre de 2010, passando de 2.934.471 (2009) para 3.350.827 (2010)
A produção de celulares no PIM (Polo Industrial de Manaus) cresceu 14,19% no primeiro trimestre de 2010, passando de 2.934.471 (2009) para 3.350.827 (2010)

A produção de celulares no PIM (Polo Industrial de Manaus) cresceu 14,19% no primeiro trimestre de 2010, passando de 2.934.471 (2009) para 3.350.827 (2010). As vendas tiveram incremento ainda maior, acumulando 3.758.902 unidades, 18,93% a mais do que o volume comercializado no mesmo intervalo do ano passado (3.160.475).
As informações constam nos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, elaborados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A mesma base dados indica ainda que o faturamento das linhas de produção de celulares alcançou a cifra de US$ 288.42 milhões entre janeiro e março de 2010, 43,77% a mais do que o registrado no mesmo período de 2009 (US$ 200.61 milhões).
O presidente do Sinaees/AM (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, avalia que o mercado de celulares tem mostrado crescimento e que o ritmo de produção e vendas deverá se manter crescente nos próximos trimestres. “Praticamente só uma indústria responde pela produção de celulares do PIM, mas o volume de investimentos, a quantidade produzida e a geração de mão-de-obra são muito importantes para o Polo de Manaus”, afirma.
Para o dirigente, os resultados só não foram melhores em virtude do gargalo logístico proporcionado pelo estrangulamento do Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes no mesmo período. A demora na liberação de mercadorias paralisou linhas de produção, atrasou entregas e ocasionou escassez de determinados produtos no comércio, causando prejuízos de dezenas de milhões de dólares às fábricas de Manaus.

Maior participação

Maior fabricante de celulares do polo, com mão-de-obra em torno de 2.339 funcionários e investimento fixo de US$ 500.39 milhões, a Nokia prefere não fornecer números de produção local por razões estratégicas e pelo fato de ser uma organização de capital aberto. Mas, a assessoria de comunicação da empresa destacou como positivo o resultado alcançado no primeiro trimestre de 2010. “No Brasil, as vendas continuam aquecidas e foram impulsionadas pelo Dia das Mães, a segunda principal data do comércio. Estamos trabalhando para ampliar nossa participação tanto no mercado brasileiro como no mundo”, afirmou a empresa, por meio de nota produzida por sua assessoria.
A Nokia segue líder no mercado mundial e brasileiro. Segundo informações da empresa, as vendas líquidas globais da Nokia no primeiro trimestre de 2010 somaram 9.5 bilhões de euros, 3% a mais do que na comparação com igual período do ano passado. Para o segundo trimestre do ano, a previsão da empresa é de que as vendas líquidas em todo o mundo alcancem entre 6.7 milhões de euros e 7.2 milhões de euros. “Esperamos que o mercado global de celulares cresça até 10% em 2010, na comparação com 2009”, prossegue a nota.
A Samsung, que havia transferido sua fábrica de celulares para São Paulo seis anos atrás, por uma questão de logística, anunciou, no começo do ano, os planos de retomar a produção no PIM. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, a partir de outubro, o excedente da produção será fabricado no Amazonas –de 20% a 25% dos celulares vendidos no país pela fabricante. A assessoria de comunicação da empresa atribui o retorno da companhia ao aumento de consumo de celulares no Brasil. A Samsung é a quarta maior empresa de celular do mundo, atrás da LG, Motorola e Nokia.

Número de habilitações no Amazonas aumenta 18,5% no acumulado de abril

No Amazonas, o número de habilitações de celulares cresceu 18,5% até abril, em relação ao mesmo período de 2009, totalizando 2,7 milhões de aparelhos novos em 2010. De acordo com as informações da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a cada grupo de 100 habitantes 78 possuem aparelhos no Amazonas. A média está acima da Região Norte (75,3%) e abaixo da média nacional de 93,8%. Ainda, conforme Anatel, os moradores de 24 cidades do Amazonas, possuem, em média, mais de um aparelho de telefone celular por pessoa.
O Brasil é um dos mercados mais significativos para os fabricantes de celulares. No ano passado, foram vendidos 45,48 milhões de aparelhos novos no país. De acordo com dados da Anatel, o Brasil encerrou o mês de janeiro com uma base de 175,6 milhões de celulares.
O segmento, no entanto, não fugiu dos efeitos da crise no ano passado. Em 2009, o recuo na produção de celulares chegou a 61,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O mercado interno e a melhora na economia internacional estimularam a recuperação de estoques e as exportações de bens intermediários, levando a produção industrial brasileira a crescer após meses de queda.

Retomada econômica

A retomada econômica e a expectativa de maior demanda pela realização de uma nova Copa do Mundo fizeram com que as linhas de produção de celulares, assim como de outros artigos eletroeletrônicos – em especial as TVs LCD (display de cristal líquido) se beneficiassem de uma nova rodada de investimentos neste ano.
Os aportes de capital do polo eletroeletrônico alcançaram US$ 2.97 bilhões nos primeiros três meses de 2010, uma marca superior ao total injetado a cada ano pelas fábricas especializadas do PIM, desde o ano de 2005.
O faturamento do segmento eletroeletrônico, nos primeiros meses de 2010, aumentou 69,99% em relação ao mesmo período de 2009, que amargava queda de 33,98% em relação a 2008. Em 2010, os televisores de plasma, em cores e com telas LCD foram responsáveis juntos por 10,74% do faturamento dos eletroeletrônicos no PIM, os celulares tiveram participação de 2,19% no resultado do setor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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