Produção industrial melhora em algumas regiões e piora em outras

Em: 8 de julho de 2009
De acordo com os dados divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), oito das catorze regiões contempladas pela PIM-Regional apresentaram ampliação da produção industrial na passagem de abril para maio de 2009
De acordo com os dados divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), oito das catorze regiões contempladas pela PIM-Regional apresentaram ampliação da produção industrial na passagem de abril para maio de 2009

De acordo com os dados divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), oito das catorze regiões contempladas pela PIM-Regional apresentaram ampliação da produção industrial na passagem de abril para maio de 2009, com dados dessazonalizados. Os destaques positivos ficaram para Amazonas (11,7%) e Bahia (7,5%). As demais taxas positivas foram: São Paulo (2,4%), região Nordeste (1,8%), Minas Gerais (1,4%), Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (todos com 0,6%). A produção industrial em Pernambuco permaneceu estável. As regiões com recuo na produção foram: Espírito Santo (–0,6%), Goiás (–1,2%), Paraná (–4,1%), Ceará (–4,3%) e Pará (–5,6%).
No indicador mensal (mês contra mesmo mês do ano anterior), todos os locais pesquisados assinalaram quedas. Com recuo acima da média nacional (–11,3%), destacaram-se: São Paulo (–11,6%), Paraná (–11,9%), Bahia (–12,3%), Pará (–14,1%) e, sobretudo, Minas Gerais (–20,0%) e Espírito Santo (–29,0%). As demais taxas foram: região Nordeste (–11,1%), Santa Catarina (–10,4%), Amazonas (–9,5%), Rio Grande do Sul (–8,1%), Pernambuco (–7,1%), Ceará (–6,3%), Rio de Janeiro (–5,9%) e Goiás (–4,8%).
A produção industrial acumulada entre janeiro e maio, quando confrontada com mesmo período do ano anterior, também revela variação negativa em todas as localidades. As retrações mais elevadas no desempenho regional ficaram com: Espírito Santo (–30,1%), Minas Gerais (–22,8%), Amazonas (–17,8%), Rio Grande do Sul e São Paulo (ambos com –14,6%) e Santa Catarina (–14,1%). Bahia (–12,5%), região Nordeste (–10,9%), Pernambuco (–9,7%), Rio de Janeiro (–8,7%), Pará (–8,3%), Ceará (–6,3%), Goiás (–5,9%) e Paraná (–3,7%) registraram taxas negativas, porém de menor magnitude que a média nacional.

Dados da Bahia

A partir de dados livres de efeitos sazonais, observa-se que a indústria baiana, na passagem de abril para maio, registrou o segundo melhor desempenho dentre as regiões pesquisadas, ao crescer 7,5%, só ficando atrás do Amazonas (11,7%). Cabe salientar que no mês anterior foi registrado um recuo de 10,9%. Na comparação de maio de 2009 contra igual mês de 2008, houve decréscimo de 12,3%. Nesta comparação, o principal impacto negativo veio de refino de petróleo e produção de álcool (–48,1%), seguido de alimentos e bebidas (–10,3%) e de metalurgia básica (–9,1%). Em sentido contrário, produtos químicos (6,0%) e celulose e papel (5,6%) exerceram as principais influências positivas. Na comparação acumulada no ano, o Estado registrou recuo de 12,5%, queda impulsionada pelos setores de refino de petróleo e produção de álcool (–28,4%), produtos químicos (–11,7%) e metalurgia básica (–26,4%). Entre os setores que mostraram avanço na produção, alimentos e bebidas (4,6%) e celulose e papel (2,9%) foram os destaques.

Resultados de São Paulo

Em maio, frente a abril, com dados já descontados dos efeitos sazonais, a produção industrial de São Paulo apresentou a terceira maior ampliação dentre as regiões pesquisadas (2,4%), após crescer 1,1% em abril. No confronto com maio de 2008, constatou-se recuo de 11,6%, taxa influenciada pelos setores: máquinas e equipamentos (–33,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (–57,7%) e veículos automotores (–17,7%). Por outro lado, farmacêutica (19,7%) e outros equipamentos de transporte (25,5%) exerceram as principais pressões positivas. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009, a produção industrial caiu 14,6%, pressionada pelos decréscimos observados em quinze segmentos, sendo máquinas e equipamentos (–34,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (–59,4%) e veículos automotores (–23,5%) as maiores pressões negativas. Por outro lado, outros equipamentos de transporte (45,5%) e farmacêutica (10,1%) foram os setores que mais influenciaram positivamente a taxa global.

Indústria do Espírito Santo

Em maio, após crescimento de 7,1% verificado em abril, a indústria capixaba apresentou queda de 0,6%, com dados livres de efeitos sazonais. Já na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), houve queda da produção fabril em 29,0%, em virtude, principalmente, do desempenho dos setores extrativo mineral (–49,1%) e de metalurgia básica (–34,2%). A produção industrial, no período entre janeiro e maio de 2009, recuou 30,1%, graças ao desempenho da indústria extrativa mineral (–51,2%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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