Os cânticos e preparos para a evocação dos orixás ganham visibilidade para além dos terreiros em ‘Xirê dos orixás’, produção audiovisual do cantor e babalorixá James Rios. O babalorixá contou que tinha reservas sobre mostrar seu lado religioso dessa forma, mas recebeu apoio de sua amiga Lucilene Castro, e topou o desafio.
“Ela me ajudou e me incentivou na produção do projeto”, disse.

Dividido em quatro atos (‘Religiões de matrizes africanas na Amazônia’, ‘Ylê Ase Abaose Okoloran’, terreiro de James Rios, ‘Balaio a Oxum’ e ‘Apoteose a Oxalá’) o documentário retrata, em cores e sons, o xirê, palavra yorubá que significa roda, ou dança para invocação dos orixás conforme cada nação do candomblé. Na produção, além dos entrevistados, ainda há as participações especiais das cantoras Lucilene Castro e Márcia Siqueira, mais os terreiros Ylê Ase Opo Ajagunã, Ylê Ase Odétayó e Ylê Ase Opô Messam Orum.
“O projeto mostra a cultura afro-brasileira sob a ótica do candomblé de forma artística”, explicou Júlio César Gama, pesquisador de diásporas negras e diretor geral do projeto.
“Esse trabalho será apresentado como um mosaico, mostrando de forma artística, a partir de Manaus, essa religiosidade na Amazônia. O documentário comprova que o xirê e os tambores africanos, aqui também ecoam”, completou.
‘Xirê dos orixás’ foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, através da Lei Aldir Blanc e pode ser visto no canal www.youtube.com/jamesrios

Maroca Pipoca
O Garimpo Cultural apresenta os quatro primeiros episódios de ‘Café com bolacha’, série no formato podcast. Unindo informação e bom humor, o conteúdo é comandado por Maroca Pipoca, personagem criada pelo ator e jornalista Wallace Abreu, e conta ainda com comentários de Miss Pé Rexé, criada por Eduardo Gomes.
“A proposta do ‘Café com bolacha’ amplia o campo de atuação do Garimpo Cultural. É interessante expandir e alcançar novas mídias, e seguir no trabalho de difusão e registro do trabalho e da história dos artistas amazonenses”, falou Wallace.
No primeiro episódio, Maroca recebe Rosa Malagueta, Isabela Catão e Adanilo, grandes nomes das artes cênicas no Amazonas, que tiveram recentemente destaque por suas atuações no cinema, com participação em séries, ou pela atuação em produções televisivas.
No segundo episódio, Maroca conversa com o escritor e jornalista Fabrício Nunes sobre a produção das biografias de nomes da cena musical no Amazonas, como as já lançadas biografias de Márcia Siqueira e Zezinho Corrêa, e as que estão em etapa de produção, Felicidade Suzy e Nunes Filho.
No terceiro episódio quem comparece é Valentina Marques, Jullie D’arrigo e Caluh Marques, e a professora de teatro Ananda Guimarães, falando sobre a importância da formação artística em suas carreiras, como a realização de aulas de teatro, canto e dança.
Finalizando, no quarto episódio Maroca Pipoca bate papo com seus pares da Cia de Atores Escalafobéticos: Izabel Rocha, Eduardo Gomes e Omã Freire, e destacam os 15 anos de criação do grupo.
Os quatro primeiros episódios da série foram contemplados no edital Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, através da Lei Aldir Blanc e podem ser vistos no canal www.youtube.com/garimpocultural

Ellen e Celdo
A cantora e compositora Ellen Fernandes lançou o terceiro episódio do programa ‘Batelão da Amazônia’ com a participação especial do cantor, poeta e músico Celdo Braga. No episódio, Celdo declama uma de suas obras e também conta detalhes sobre como ele e Ellen se conheceram e qual foi o fato inesperado que ocorreu e o levou a apadrinhá-la, além de marcar o início da sua carreira musical, quando ela ainda era criança. O público também poderá conferir a canção ‘A menina e o poeta’, primeira composição de Ellen com Celdo, com arranjo de César Lima.
O nome ‘Batelão da Amazônia’ faz alusão ao primeiro CD de Ellen, lançado em 2020, mas dessa vez, trata-se de um projeto audiovisual independente, com três episódios, gravados a bordo de um barco no encontro das águas, e conta com a participação de artistas amazonenses.
“A ideia era materializar o barco, enquanto coletivo e como produção da Amazônia. Meu objetivo sempre foi contribuir para a maior visibilidade dos artistas do Norte”, contou Ellen.
Segundo a artista, o barco é metáfora da vida. A vida como uma grande viagem, que traz referências dos lugares que visitamos, dos lugares que vimos, e das pessoas que somaram, e muito, ao longo dos caminhos que percorremos.
“Gravar num barco fez um diferencial imenso nesse trabalho, pois nos proporcionou a atmosfera real do encontro das águas, que também simboliza o encontro das artes e a partilha presente nesse processo”, declarou.
O projeto ‘Programa batelão da Amazônia’ foi contemplado no edital Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, através da Lei Aldir Blanc e pode ser visto no canal www.youtube.com/batelãodaamazônia







