Produtores do mel pantaneiro pedem selo Inpi

Em: 14 de julho de 2009
O mel do Pantanal pode ser o primeiro produto sul-mato-grossense a receber a Indicação Geográfica de Origem. O produto que recebe este tipo de certificação tem uma identidade própria que estabelece uma ligação entre suas características e a sua origem
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O mel do Pantanal pode ser o primeiro produto sul-mato-grossense a receber a Indicação Geográfica de Origem. O produto que recebe este tipo de certificação tem uma identidade própria que estabelece uma ligação entre suas características e a sua origem

O mel do Pantanal pode ser o primeiro produto sul-mato-grossense a receber a Indicação Geográfica de Origem. O produto que recebe este tipo de certificação tem uma identidade própria que estabelece uma ligação entre suas características e a sua origem. É o caso de produtos famosos pelo Brasil como a cachaça de Paraty, o café do Cerrado Mineiro e o couro do Vale dos Sinos, entre outros.
Para dar início à avaliação da região onde é produzido o mel pantaneiro, o consultor Fernando Schwanke, do Rio Grande do Sul, esteve em Aguidauana (MS) na última sexta-feira para conversar com os possíveis parceiros e as associações de produtores que pretendem entrar com o pedido de Indicação Geográfica. Ele também visitou cidade de Corumbá (MS).
A Indicação Geográfica é o reconhecimento da procedência de um produto com características que o diferenciam dos demais, como a forma de elaboração, os ingredientes e outras qualidades que garantem sua exclusividade. Quem concede esta certificação é o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e o pedido é feito pelo grupo esponsável pelo produto. “Para receber essa identificação de procedência, é necessário fazer um levantamento histórico da produção, fazer as adequações operacionais necessárias, delimitar a área onde ela acontece e regular um caderno de normas com as características do produto, além de criar uma identidade visual para ele”, explicou Schwanke.
Uma vez recebida a indicação, o mel do Pantanal terá vantagens como um maior valor agregado, que o diferencie dos demais, a preservação das particularidades do produto e maior investimento na área de produção. “Esse pode ser o primeiro produto de Mato Grosso do Sul a ser reconhecido geograficamente. Posteriormente outras indicações poderão vir”, avaliou o gerente de agronegócio do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria, que atua no setor apícola há cinco anos.
Na região pantaneira são em torno de 250 a 300 os produtores de mel. Serão avaliados os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda, Ladário, Corumbá, Porto Murtinho, Caracol. Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Bonito e Bodoquena. Segundo o consultor de apicultura Gustavo Bijos, as avaliações serão feitas e daqui a três meses serão definidos exatamente quem são e onde estão os apicultores que receberão o selo.

Benefícios do selo

No Brasil são seis as indicações geográficas já concedidas: os vinhos do Vale dos Vinhedos (RS), a cachaça de Paraty (RJ), o café do Cerrado Mineiro (MG), a carne bovina do Pampa Gaúcho (RS), o couro do Vale dos Sinos (RS) e as uvas e mangas produzidas no Vale do São Francisco (BA). Essa certificação torna os produtos mais atraentes e confiáveis para os consumidores, abrindo inclusive, pwortas para o mercado internacional.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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