O superintendente do BB (Banco do Brasil) nos Estados do Amazonas, Acre e Roraima, João Batista Trindade Filho e o presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável) Valdelino Cavalcante, assinaram ontem, 6, o Protocolo de Intenções para o DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) com R$ 130 milhões disponíveis para financiamentos. O objetivo deste acordo é incentivar a produção rural no interior do Estado do Amazonas.
Com essa parceria entre o BB e ADS, além de outros órgãos da administração estadual e federal como Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural) e Sebrae/AM (Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas do Amazonas), o banco visa fomentar o desenvolvimento sustentável dos principais polos de produção do Estado. As RDSs (Reservas de Desenvolvimento Sustentáveis) de Mamirauá e Amanã, que têm na produção do pescado sua principal fonte de renda, são algumas das regiões beneficiadas.
O valor reservado neste acordo é parte integrante do convênio firmado entre o governo do Estado e o Banco do Brasil, em 14 de janeiro de 2008, data em que o banco completou 100 anos de atuação no Amazonas. Na época o compromisso do BB era de beneficiar 14 mil famílias. Com a assinatura do novo acordo, a expectativa é superar esta meta. “Nós queremos que o resultado do nosso trabalho chegue até a mesa das pessoas, para que eles tenham uma renda satisfatória”, explicou o superintende regional do BB, João Batista Trindade Filho. Ele disse ainda que “esse tipo de ação visa fomentar as principais atividades econômicas de cada cidade, gerando desenvolvimento de forma ecologicamente correta”.
Incentivo garante produção
Um dos primeiros produtos beneficiados foi a castanha-do-brasil. A lata de um litro (forma como é medida a castanha ainda com casca) que custava R$ 5 passou a R$ 15, aumentando em 300% seu valor de mercado. E depois do beneficiamento, a castanha chega aos distribuidores ao custo de R$ 18/kg. Isto foi possível com o incentivo gerado pelos financiamentos em todas as etapas do setor produtivo, garantindo a compra pela tabela da produção.
De acordo com o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, o apoio aos pequenos produtores ocorre também na capital. “A ADS e o BB estão presentes nas feiras de médio e grande porte que acontecem em Manaus, como a Feira do CIGS, que passou para o Parque Angelino Beviláqua e a própria Expoagro”, explicou.
Ação conjunta
O pescador Luiz Gonzaga Medeiros, 44, é da
comunidade de pescadores de Maraã, da RDS de Amanã e trabalha no setor pesqueiro há 15 anos. Neste período, ele está sendo beneficiado pelo programa DRS há cinco anos e explica quais os resultados deste apoio. “O financiamento que o Banco do Brasil leva para as nossas comunidades, ajuda desde o início da produção até o final, quando garante a compra de tudo o que nós fazemos”, completou.
Para garantir a produção e comercialização dos produtos de seus financiados, o BB trabalha toda a cadeia de valor. Desde a produção, passando pelo beneficiamento, industrialização e armazenagem, até a comercialização com os grandes distribuidores. Isso acontece, por exemplo, na comercialização do pirarucu da RDS de Mamirauá, onde os pescadores e frigoríficos são financiados, acordam o valor de compra do pescado.
Antes do contato com o Banco do Brasil, o peixe era passado aos frigoríficos distribuidores por R$ 2,50/kg. Hoje a mesma quantidade de pescado é comprada pelos distribuidores por R$ 4,50. Isto representa 55,55% de valorização do pirarucu.
Esse preço foi conseguido nas rodadas de negócios realizadas por técnicos da Sepror, Sebrae/AM, ADS e BB, onde o preço de compra e venda são estabelecidos com as associações de moradores produtoras e os comerciantes.







