Atentas às demandas estruturais ocorridas a partir do avanço tecnológico e o acesso a conectividade, empresas locais passaram a investir em provedores de internet de alta velocidade e baixo custo a empreendedores. Outro fator importante tem sido a insatisfação dos consumidores na resolução de problemas, bem como o desinteresse das grandes empresas em atender locais remotos.
Isso fez com que empresas investissem nos serviços de banda larga de alta velocidade e custo reduzido, é o que relata o empresário Leno Ribeiro, proprietário da Amazon Wireless, que oferece ao empresário de pequeno e médio porte a oportunidade de manter uma internet de alta velocidade e um bom custo benefício.
“A Amazonwireless atua há 7 anos no mercado, as grandes empresas trazem como prioridade as residências, o que muita das vezes acaba por deixar as empresas sem o devido atendimento, com isso, nossa principal vantagem é fornecer uma internet desenhada para o empreendedor de alta disponibilidade, atuando até em áreas remotas, como "como nas periferias, cidades do interior e regiões ribeirinhas”, disse.
A saída oferecida por empresas como a Amazonwireless, traz ao mercado uma nova perspectiva. Conforme um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), os pequenos provedores detêm 18,5% do fornecimento da internet no país e foi responsável por 70% dos novos contratos assinados.
Ainda conforme Ribeiro, as empresas que oferecem este serviço conseguem estar mais próximos do cliente, conseguindo suprir suas as necessidades e ser mais rápidos na resolução de problemas. “O empreendedor carece de uma internet que possa ser eficaz para que ele consiga realizar todos os processos necessários dentro do seu negócio, nas empresas de banda larga o atendimento para solucionar problemas, como queda de sinal por exemplo é demorado, podendo ser estendido por até 48 horas, o que prejudica o consumidor, nós conseguimos resolver estas questões de forma rápida e eficaz”, relata.
Os sistemas de fibra ótica ficaram mais acessíveis e os custos para expandir o cabeamento foi reduzido à metade, o que permite as empresas provedoras de internet levar esta tecnologia a um maior número de usuários e um bom custo-benefício.
O gestor de Tecnologia e Informação da Unitec da Amazônia, Jhonatan Sales, relata os benefícios obtidos ao aderir ao pacote de provedores de internet. “Nós aderimos a esta nova ferramenta há pouco mais de dois meses, e não tivemos nenhum problema desde o início do seu funcionamento, além da qualidade da conexão, podemos citar o ótimo custo-benefício que tivemos ao aderir o plano”, informa.
Regulamentação
Devido ao aumento significativo deste segmento, a Anatel, criou um espaço disponível a prestadoras de pequeno porte.
A página que pode ser acessada através do http://www.anatel.gov.br/setorregulado/provedores-regionais, busca orientar estas empresas, afim de capacitá-las para o licenciamento da operação, além de incentivar este mercado.
Pequenos Provedores de Internet cresceram 70%
Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil possui, atualmente, cerca de 30 milhões de contratos de banda larga ativos. Neste cenário, os provedores regionais estão em alta. Em um mercado de muita competitividade, primordialmente em decorrência do custo operacional e o pouco retorno comercial, grandes empresas que comercializam internet fixa, no Brasil, acabam deixando de atender uma demanda considerável da população. Aí surge o mercado para as empresas de pequeno e médio porte: os provedores regionais.
Nos últimos anos, os provedores regionais registraram um crescimento de cerca de 70% em relação a épocas anteriores, primordialmente, pela valorização dos pontos de acesso via fibra ótica. Em 2015, esse pequeno grupo de empresas detinha cerca de 13% do mercado de banda larga fixa.







