Dependendo da conjuntura política até o final deste ano, o PSB (Partido Socialista Brasileiro) poderá antecipar, para 2014, a tentativa de conquistar a Presidência da República. O projeto socialista, idealizado pelo governador pernambucano Eduardo Campos, em princípio, visava a disputa direta pelo Palácio do Planalto apenas em 2018, mas o jogo pode mudar de acordo com aliados de Campos que veem no atual quadro da política nacional condições viáveis para o governador arriscar o voo eleitoral já no próximo ano. E o ex-prefeito Serafim Corrêa pode encarar novas disputas no Amazonas por conta deste cenário.
O Estado do Amazonas, segundo declarações de Eduardo Campos ao jornal Folha de São Paulo, está na rota das articulações dos socialistas com vistas a 2014. Campos disse à Folha que, se o seu projeto tiver que ser posto à prova agora, incluirá o lançamento de candidaturas próprias do PSB em vários Estados, inclusive no Amazonas onde ele afirma contar com o ex-prefeito Serafim Corrêa.
Ontem (4) o vereador Marcelo Serafim esclareceu ao Jornal do Commercio que Serafim Corrêa já conversou com Campos sobre essa questão, ficando, na verdade, acertado que a estratégia do PSB para a disputa de 2014 só contempla candidaturas a governos onde as condições são cem por cento favoráveis, como, por exemplo, no Rio Grande do Sul. Ali, o deputado federal Beto Albuquerque, que preside a Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, possui chances reais de vencer a disputa para o governo estadual e ainda eleger parlamentares federais.
“Serafim Corrêa e Eduardo Campos já se entenderam sobre essa situação e garanto que dos 27 Estados brasileiros o PSB concorrerá ao governo em 12, com certeza. Sobre o Amazonas, o partido seguirá a lógica de que a probabilidade mais real será eleger um deputado federal, que poderá ser o ex-prefeito de Manaus, Serafim. Assim, teremos uma grande bancada socialista para somar na luta pensando em 2018”, comentou.
PT
Em 2018, o Partido dos Trabalhadores deverá ser um adversário enfraquecido, raciocina Marcelo Serafim, sobretudo se não conseguir reeleger a presidente Dilma Rousseff. Para ele, o PT foi duramente atingido pelo escândalo do “mensalão”, comprometendo e desgastando sua liderança nacional mais expressiva, o ex-presidente Lula. “Acho que o PT não terá nomes fortes para 2018, enquanto nós estaremos muito organizados, mais compactos no Congresso Nacional e nos Estados, não ficaremos mais à reboque dos petistas”, destaca.
Marcelo Serafim assegura que a atual movimentação política envolvendo Eduardo Campos não prejudica as relações entre o PSB e o PSDB do prefeito Arthur Neto no Amazonas, “até porque até agora não há fatos concretos, há especulações”. Conforme ele, o governador Eduardo Campos e o senador tucano Aécio Neves são amigos e estão se entendendo sobre o quadro nacional. “As decisões entre nós serão sempre maduras e no momento certo”, salienta.
Dirigentes do PSB insistem para que Campos anuncie logo sua entrada na corrida presidencial, em vez de esperar até o ano que vem como ele prefere. Afirmam os dirigentes que o movimento é importante para responder ao lançamento da campanha à reeleição de Dilma, feito pelo ex-presidente Lula, em São Paulo, na comemoração dos dez anos do PT no Palácio do Planalto. Mas, Campos teme que o lançamento prematuro exponha o seu nome a ataques diretos por parte das lideranças petistas.







