PT diz que José Serra mostra “desespero’’

Em: 4 de junho de 2010
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que a declaração do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre um suposto dossiê mostra o desespero do tucano
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que a declaração do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre um suposto dossiê mostra o desespero do tucano

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que a declaração do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre um suposto dossiê mostra o desespero do tucano.
“Infelizmente, o Serra está seguindo a mesma linha do presidente do partido dele [Sérgio Guerra]. O único nome que consigo encontrar para isso é desespero.’’
Serra afirmou hoje que a responsabilidade sobre um suposto dossiê contra ele é de sua adversária petista, Dilma Rousseff.
“A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Isso não tenho dúvidas. Como a principal responsabilidade do dossiê dos aloprados é do Aloizio Mercadante. Como a principal responsabilidade do dossiê de 2002 é do Ricardo Berzoini.’’
Segundo Serra, o PT tem uma longa tradição nessa matéria.
Reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo afirma que o comando da pré-campanha de Dilma vive uma guerra de versões desde o sábado por conta de suspeitas levantadas sobre as atividades de um “grupo de inteligência’’ que teria sido montado pelo jornalista e consultor Luiz Lanzetta.
Dono da empresa Lanza Comunicação, contratada pelo PT, o jornalista de Minas é responsável pela área de imprensa da campanha de Dilma e teria se desentendido com parte do PT-SP que tem assento na coordenação da pré-campanha petista.
Durante a confusão, foram acusados ainda Rui Falcão (SP) e a Valdemir Garreta, ex-secretários de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo.
Falcão é o coordenador da comunicação da pré-campanha. Garreta tem empresa que, em São Paulo, presta pequenos serviços ao PT.
Lanzetta é amigo de Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores nacionais da campanha de Dilma.
Falcão e Garreta negaram desentendimentos com Pimentel ou Lanzetta e pretensão por mais espaço. A Folha de S.Paulo apurou que Lanzetta disse a interlocutores que foi orientado a se afastar da campanha. Ele viajou para São Paulo, mas o contrato com o PT foi mantido.
Em sua primeira visita a Goiânia nesta pré-campanha, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) assistiu hoje, de dentro do carro, a um protesto de professores da rede municipal, que estão em greve.
Ao chegar para almoço na Federação das Indústrias de Goiás, os manifestantes cercaram o carro da pré-candidata do PT, que estava acompanhada do governador Alcides Rodrigues (PP). Segundo os manifestantes -cerca de 50 pessoas-, seguranças que acompanhavam a comitiva de Dilma agrediram com empurrões e socos alguns grevistas. Eles acusam o PT, que comanda a administração municipal, de ser o responsável pela greve.
Mais cedo, Dilma se encontrou a portas fechadas com Alcides e, logo depois, deu uma entrevista ao programa de rádio do deputado federal Sandes Júnior (PP). Lá, Dilma afirmou que subirá nos dois palanques que a apoiam em Goiás, o de Íris Resende (PMDB) e o de Vanderlan Cardoso (PR), e prometeu, como “compromisso pessoal”, resolver os problemas de infraestrutura do aeroporto de Goiânia.
Dilma chegou à cidade pela manhã. No trajeto que percorreu havia várias faixas de apoio eleitoral em nome do prefeito de Aparecida de Goiânia, o ex-senador Maguito Vilela (PMDB), embora a legislação eleitoral proíba esse tipo de manifestação antes de 6 de julho.
Até o início da tarde, Dilma não havia falado sobre a acusação do tucano José Serra de que ela é responsável por montagens de dossiê contra ele.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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