O deputado federal e candidato ao senado na coligação “Renovação e Experiência” pelo PT, Francisco Praciano, continua na disputa, pelo menos até resposta definitiva do TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas) em relação à petição que pede a impugnação de sua candidatura, apresentado pelo próprio Partido dos Trabalhadores.
De acordo com o deputado, apesar do pedido nacional, o corpo jurídico do PT no Amazonas avaliou que a petição é contestável e a indicação do nome dele à vaga no senado federal está confirmada, com o apoio da executiva estadual.
“O PT estadual está fechado comigo e não aceita esta intervenção. Vamos brigar na justiça. Continuamos candidatos. Estamos na luta. Minha candidatura ao senado está firme, ainda”, informou.
Praciano afirmou que já apresentou a sua defesa junto ao Tribunal e diz esperar uma resposta rápida da corte eleitoral. “O TRE é rápido. Neste período tudo é decidido muito rápido. Na minha opinião a decisão pode sair a qualquer momento, já que minha defesa já foi apresentada pelos nossos advogados”, disse. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fixou o dia 21 de agosto como a data em que todos os registros de candidatos devem estar julgados. Enquanto o TRE-AM não julgar a petição que pede o indeferimento da candidatura, o deputado segue na disputa normalmente.
Na última sexta-feira (4), a executiva nacional do PT pediu junto ao TRE a impugnação da candidatura de Praciano, que concorre ao cargo de senador na chapa do candidato ao governo Eduardo Braga (PMDB). Uma resolução interna da legenda, determina que a Executiva Nacional é quem dá a palavra final em relação às alianças estaduais. Outro empecilho para o que Praciano se firme como candidato da chapa de Eduardo Braga ao senado é a resolução nacional do PT de 27 de junho que confirma o apoio ao candidato Braga, mas também determina que não lançará candidato ao senado.
Mas, na opinião do candidato, a motivação foi outra. O parlamentar acredita que a manobra do PT nacional foi motivada por pressões externas vindas do PSD de Omar Aziz que, por meio de seu presidente nacional, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, teria condicionado o apoio ao PT em troca da candidatura dele –o que supostamente colocaria em risco as pretensões do ex-governador Omar Aziz na disputa com o petista.
“Isto não é de agora. O Omar junto com o PSD, com Kassab e com outros partidos como PROS, estão pressionando mesmo a executiva nacional para retirar a minha candidatura. Isto não é fofoca. O Omar está dizendo que me quer na disputa, mas ele está faltando com a verdade. Eu não diria isso. Eu sei que a (executiva) nacional não quer minha retirada por unanimidade. Existem membros nacionais que sabem de onde é que vem a pressão”, declarou Praciano.
PSD nega interferência
Procurado pelo Jornal do Commercio, o Secretário Geral do PSD no Amazonas, Paulo Radin, afirmou desconhecer qualquer envolvimento de seu partido nas conversas com o PT, situação que ele classificou como impensável.
“Absolutamente não (houve interferência). As intercorrências internas do PT são de responsabilidade do PT. Eu ouvi boatos envolvendo o nome do deputado Praciano, mas nem sei do que se trata direito. O que eu posso afirmar é que não há, que seja do meu conhecimento, nenhuma possibilidade de ter havido qualquer contato. É uma situação impensável”, defendeu-se o secretário geral do PSD.







