No Brasil, a cotação do dólar varia como o preço de qualquer produto comercializado: seguindo a lei da oferta e da procura. Resumindo, quando há dólar demais em circulação -ou seja, sobrando -, o valor dele diminui; quando há pouco no mercado, a cotação sobe. O modelo vale para qualquer moeda no mercado internacional e influencia a vida de muita gente -especialmente de quem investe ou comercializa em moeda estrangeira.
Quem compra mercadoria estrangeira, como produtos têxteis, calçados e eletrônicos, se dá bem quando o dólar está “barato”, custando perto de 1 real. É que os produtos desembarcam com preços bem menores que os nacionais, aumentando o lucro de quem os traz de fora para vender
Com o dólar valorizado, nossos bosques têm mais vida para os estrangeiros. No mesmo lado da moeda dá para dizer que, com o aumento do movimento turístico, o parque hoteleiro e as cidades preparadas para receber viajantes também saem ganhando com uma bela injeção de grana.
Com o real valorizado diante do dólar, destinos internacionais ficam mais perto do bolso. E dá para perceber isso até antes de embarcar: pacotes de viagem cotados em dólar costumam ter as parcelas fixadas em real na hora da compra, evitando aumento do valor mesmo se o dólar subir
Quem vende para fora do Brasil, recebendo em dólar, se dá bem com a alta em relação ao real. É o caso dos produtores de carne brasileiros. Para ter mais segurança diante do sobe e desce da cotação, algumas empresas fixam o valor do dólar entre um piso e um teto para operar no exterior
Grandes empresas brasileiras nascidas de fusão ou que são parte de pools – como a AmBev -aproveitam o dólar baixo para investir no exterior. A maior empresa de carnes do mundo, a brasileira JBS Friboi, comprou a americana Swift por 1,4 bilhão de dólares.
Quando a confiança do investidor estrangeiro no Brasil -o famoso “risco-país” -está abaixo da média, os dólares param de chegar até rarear no mercado e valorizar-se diante do real. Isso anima investidores mais ousados a aproveitar sua moeda forte para reinjetar dólares no Brasil.
Só quem não ganha nunca nesta cirando é o assalariado médio brasileiro. Aliás, talvez seja quem mais perde. Mas pensar nele não é prioridade nem para o governo nem para o mercado.
Quem ganha e quem perde com a variação do dólar
Em: 7 de novembro de 2013
No Brasil, a cotação do dólar varia como o preço de qualquer produto comercializado: seguindo a lei da oferta e da procura. Resumindo, quando há dólar demais em circulação -ou seja, sobrando -, o valor dele diminui;
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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