Realidade econômica não é tão ruim, diz Tombini

Em: 25 de setembro de 2013
Presidente do Banco Central minimiza projeção de agentes econômicos sobre economia em encontro com senadores
Presidente do Banco Central minimiza projeção de agentes econômicos sobre economia em encontro com senadores

A percepção de muitos agentes econômicos ainda está mais pessimista do que a realidade dos números. A avaliação é do presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Segundo Tombini, os investimentos estão se expandindo, a taxa de desemprego está historicamente baixa e há geração de novos postos de trabalho. Ele citou também o crescimento do crédito, com redução da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias. “A indústria apresenta retomada gradual. O setor de serviços continua a se expandir, mas em ritmo menos intenso de que em anos anteriores. O setor agrícola continua a apresentar safras recordes”, acrescentou.
O presidente do BC reforçou que a economia brasileira tem apresentado retomada gradual. Ele disse também que o BC atuará no combate a inflação como forma de ajudar a melhorar a confiança do setor produtivo e das famílias.
Segundo Tombini, a inflação ainda está “em patamares desconfortáveis”, mas já retomou trajetória de declínio. Segundo ele, a recente alta do dólar leva a aumento da pressão inflacionária no curto prazo. Por isso, o BC terá que conduzir a política monetária para evitar que haja transmissão da alta do dólar para a inflação.
Tombini enfatizou ainda que o objetivo do BC é fazer com que a inflação convirja para o centro da meta em 4,5%. “Não existe outro objetivo para o Banco Central”, disse.
Tombini ressaltou que o PIB (Produto Interno Bruto) teve uma expansão de 1,5% no segundo trimestre, o que equivale, em termos anualizados, a mais de 6% ao ano. Também informou que os investimentos tiveram um aumento de 3,6% no segundo trimestre, sendo o terceiro trimestre consecutivo de expansão.
Quanto a inflação, o presidente do Banco Central reiterou que a taxa está em queda. Ele reconheceu que a desvalorização do real frente ao dólar nos últimos meses é uma fonte de pressão sobre a inflação no curto prazo, mas voltou a dizer que a “adequada” administração da política monetária será capaz de limitar a influência do câmbio sobre os preços. Tombini fez essas declarações no início de sua exposição na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

Foco no passado

A audiência era para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, “discutir as diretrizes, implementação e perspectiva futura da política monetária” com os senadores.
Numa das sessões mais rápidas da cúpula do BC no Congresso, no entanto, muito pouco se falou sobre o que Tombini e sua equipe esperam pela frente.
Durante os cerca de 60 minutos em que o presidente do BC permaneceu no plenário da comissão, sua fala foi mais focada no que já passou ao invés de se ater no que está por vir, repetindo o discurso feito na Câmara na semana anterior.
A cúpula do BC teve ampla simpatia dos senadores que também não insistiram com perguntas. A senadora Ana Amélia chegou a dizer que não ia questioná-lo “porque ele não vai responder. Ele vai dizer que está tudo bem”, comentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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