Recordes de produção sem usar trabalho escravo

Em: 6 de maio de 2008
“É importante que o Brasil continue produzindo e exportando muito açúcar e álcool, e batendo recordes na colheita de cana, mas não às custas da dignidade, da saúde do trabalhador.
“É importante que o Brasil continue produzindo e exportando muito açúcar e álcool, e batendo recordes na colheita de cana, mas não às custas da dignidade, da saúde do trabalhador.

“É importante que o Brasil continue produzindo e exportando muito açúcar e álcool, e batendo recordes na colheita de cana, mas não às custas da dignidade, da saúde do trabalhador. E é preciso ficarmos atentos especialmente agora, quando se anuncia que o País fará neste ano a maior colheita de cana-de-açúcar de sua história, de acordo com dados oficiais”. O alerta foi feito pelo subprocurador do Trabalho Luís Antônio Camargo de Melo, em sua aula sobre “Temas Contemporâneos do Trabalho – Desafios do combate ao trabalho infantil e escravo”, aos alunos do 5º Curso de Formação Inicial da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat).
O subprocurador, que já participou de diversas forças-tarefa para libertação de trabalhadores em condições degradantes ou análogas à escravidão no Brasil, lembrou que, no ano passado, mais da metade das libertações ocorreu em usinas de cana-de-açúcar. Após mostrar um vídeo produzido pela Pastoral da Terra sobre cortadores de cana levados de Alagoas para trabalhar na colheita de Mato Grosso do Sul e de volta a Alagoas, ele informou que, por falta de opção, os trabalhadores se sujeitam a ganhar apenas R$ 3,00 por tonelada de cana cortada.
Outro ponto importante do debate com os alunos foi a tentativa de definição do que seria o trabalho escravo contemporâneo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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