O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) recebe até o dia 21 de dezembro propostas de pesquisadores para integrar a Rede Bionorte (Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal). O edital 066/2009, lançado no último dia 6, vai apoiar projetos e formação de doutores com foco na biodiversidade e biotecnologia com o objetivo de gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Ao todo, o edital contempla recursos de R$ 13 milhões, dos quais R$ 9 milhões são provenientes do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), R$ 2 milhões do CT-Amazônia (Fundo Setorial da Amazônia) e R$ 2 milhões do CT-Biotecnologia (Fundo Setorial de Biotecnologia).
Além desse valor, a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas) irá alocar R$ 1 milhão às propostas selecionadas cujas instituições executoras estejam sediadas no Estado do Amazonas.
As fundações de amparo à pesquisa e as secretarias de Estado de ciência e tecnologia poderão participar da rede, cofinanciando propostas de instituições de seus respectivos Estados.
A Bionorte será integrada por instituições de ensino e pesquisa da Amazônia Legal, cujos projetos produzirão impactos socioeconômicos e permitirão a melhoria da qualidade de vida da população da Amazônia brasileira. As linhas temáticas contempladas no edital são: a) conhecimento da biodiversidade amazônica, b) conservação e uso sustentável da biodiversidade e c) bioprospecção e desenvolvimento de bioprodutos e bioprocessos.
Segundo o diretor-presidente da Fapeam, Odenildo Sena, as propostas apresentadas deverão abordar, simultaneamente, mais de uma linha temática, incluindo, obrigatoriamente, a linha temática “c”, de modo que os objetivos ligados à geração produtos que agreguem valor à biodiversidade amazônica e a formação de doutores sejam atingidos.
“Cada proposta terá o valor máximo para gastos com custeio, capital e bolsas de até R$ 1,8 milhão, distribuídos da seguinte forma: até 35% para capital, até 30% para bolsas e o restante para custeio”, explicou Sena.
Sobre a Rede
A Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal foi instituída por meio da Portaria MCT nº 901, de 4 de dezembro de 2008. O objetivo é a integração de competências para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como formação de doutores com foco em biodiversidade e biotecnologia, visando gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
A Rede Bionorte é integrada por instituições de ensino e pesquisa da Amazônia Legal, cujos projetos de pesquisa produzirão impactos socioeconômicos e permitirão a melhoria da qualidade de vida da população da Amazônia brasileira. É dirigida por um conselho diretor, gerenciada por um coordenador executivo e assessorada por um comitê científico. Está prevista a duração de seis anos, a partir da data de publicação da portaria de criação, podendo ser renovada, a critério do ministro de Ciência e Tecnologia, mediante indicadores de uma comissão independente de avaliação.







