Regiões Norte e Nordeste são contempladas com mais empréstimos

Em: 2 de janeiro de 2008
Esse aumento fez com que a participação da região no total de empréstimos disponíveis no Brasil passasse de 2,4% para 3,4%
Esse aumento fez com que a participação da região no total de empréstimos disponíveis no Brasil passasse de 2,4% para 3,4%

A forte expansão econômica fez aumentar o volume de empréstimos oferecidos pelos maiores bancos brasileiros às regiões Norte e Nordeste do país.

A parcela destinada ao Sudeste registrou queda, mas, mesmo assim, em valores totais, a região ainda concentra a maior parte dos recursos liberados pelas instituições.
É o que revelam os balanços dos quatro maiores bancos nacionais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú), que, segundo o BC (Banco Central), respondem, juntos, por 54% do crédito oferecido pelo sistema financeiro.

Os balanços demonstram que, entre junho de 2002 e junho de 2007, último período consolidado pelo Banco Central, o volume de crédito destinado à região Norte do país cresceu 243%, a maior taxa de expansão registrada no período.

Esse aumento fez com que a participação da região no total de empréstimos disponíveis no Brasil passasse de 2,4% para 3,4%. Em 2005, dado mais recente calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Norte tinha participação de 5% do PIB.

O Sudeste foi a única região que apresentou expansão abaixo da média nacional, com aumento de 128%. Sua participação no total de financiamentos caiu de 57,6% a 53,7%. Com uma participação de 56,5% no PIB, a região ficou com uma fatia de crédito menor do que seu peso na economia.

O crescimento um pouco menor do crédito no Sudeste reflete, em parte, o grande volume de recursos que já é destinado à região.

Para ter uma idéia, o total de financiamentos oferecidos pelos quatro bancos cresceu 144% entre junho de 2002 e junho de 2007. Só para o Sudeste, essa expansão significou uma injeção de R$ 376 bilhões -valor equivalente ao total de créditos destinados ao Nordeste.

O diretor da área de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Josué Augusto Pancini, reconhece que a distribuição do crédito pelo país não obedece, necessariamente, ao peso de cada região no PIB. Mas ele diz que localidades que tradicionalmente recebem menos recursos começam a ganhar mais espaço no mercado de crédito.

Pancini cita como exemplo o crédito imobiliário, que, no caso do Bradesco, cresce, proporcionalmente, mais rapidamente fora das regiões Sul e Sudeste do país.

De janeiro a novembro deste ano, diz o executivo, o banco financiou a aquisição de 27.834 imóveis, crescimento de 154% em relação ao mesmo período de 2007.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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