Regularização fundiária destrava crédito e bancos miram Amazônia

Em: 14 de novembro de 2022
Cartões de crédito

Grandes bancos e até fintechs de investimento descobriram na Amazônia uma mina para a oferta de crédito. Com a política de regularização fundiária implementada pelo governador releeito do Pará, Helder Barbalho (MDB), produtores agrícolas entraram no radar das instituições financeiras.
Itaú, Caixa e Santander já começaram a abrir agências em cidades paraenses. Essas instituições também estão atentas à política similar de regularização em curso em outros estados da Amazônia, como Maranhão, Amapá e Roraima.
Antes, produtores rurais nessas regiões não tinham garantias para apresentar -suas terras, por exemplo- e, por isso, enfrentavam dificuldades para financiar a expansão do negócio.
No primeiro mandato, o governador do Pará regularizou 13 mil propriedades, a maioria rural, e pretende, nos próximos quatro anos, chegar a 50 mil.
Em defesa de sua política, Barbalho diz que, sem regularização, não há como fazer a transição da região para a economia verde.
“A regularização é importante, seja para a segurança jurídica e redução de conflitos, seja para facilitar a responsabilidade por crimes ambientais”, disse Barbalho ao Painel S.A..
A Caixa, que decidiu concentrar esforços no agronegócio, já mantém uma carteira de quase R$ 13 bilhões em operações para produtores rurais. “Temos operações no Norte e o Pará está em ascensão”, disse Rafael Morais, vice-presidente de Finanças e Controladoria.
Até fintechs de investimento e corretoras já procuram fazendeiros da região. Uma delas, que não quis se identificar, afirmou ser mais fácil conceder um crédito de R$ 50 milhões para um produtor nessas novas fronteiras do que para empresas no eixo-Sudeste. Também considera emitir papéis (instrumentos de dívida), caso a propriedade seja empresa do agronegócio.
Os processos de regularização fundiária em andamento nos estados diferem, radicalmente, da política implementada por Jair Bolsonaro. O presidente transformou o programa de reforma agrária brasileiro por meio da titulação de terras. As informações são da Folhapress.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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