Relatório prevê crescimento de 4,5% para o Brasil em 2008

Em: 9 de janeiro de 2008
O Bird previu para 2008 um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos países em desenvolvimento ligeiramente mais baixo, de 7,1%
O Bird previu para 2008 um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos países em desenvolvimento ligeiramente mais baixo, de 7,1%

A resistência da economia dos países em desenvolvimento consegue amortecer o efeito negativo sobre a economia mundial da desaceleração nos Estados Unidos, segundo um relatório do Bird (Banco Mundial) apresentado em Londres, que projetou para o Brasil um crescimento de 4,5% nos próximos dois anos.

O Bird previu para 2008 um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos países em desenvolvimento ligeiramente mais baixo, de 7,1%. Mesmo assim, ficará bem acima da taxa de 2,2% prevista para os países de alta renda.

O relatório “Perspectivas Econômicas para 2008” revela que o ritmo de crescimento da economia mundial baixou de 3,9% em 2006 para 3,6% em 2007. A queda se deve fundamentalmente à desaceleração nos países ricos. Para 2008, o Banco Mundial espera um crescimento de 3,3%.

O banco adverte para os riscos de uma possível recessão nos Estados Unidos e um aumento da volatilidade dos mercados financeiros. Isso poderia afetar negativamente a “aterrissagem suave” prevista para a economia global.

Renda e entradas devem cair

Se os riscos, que “são reais” segundo a instituição, se concretizarem, a renda por exportação e as entradas de capital estrangeiro nos países em desenvolvimento deverão cair. O valor de seus investimentos em dólares no exterior também pode registrar diminuição.

Neste contexto, os países em desenvolvimento teriam que lançar mão das reservas que muitos deles acumularam nos últimos anos para amortecer eventuais efeitos econômicos. Segundo o Bird, a produção industrial se acelerou em todas as regiões em desenvolvimento. No Leste da Ásia, o ritmo é de 20% ao ano. O crescimento do PIB da América Latina e Caribe, de 5,1% em 2007, deverá ficar em 4,5% este ano e 4,3% em 2009.

Os dados refletem, segundo o relatório, o retorno de alguns países da região, como Argentina e Venezuela, a índices de crescimento mais sustentáveis. O ritmo continuará sendo forte em outros, como o Brasil, que deverá crescer 4,5% em 2008 e 2009. E o México poderá se recuperar de um 2007 fraco.

O Banco prevê para a Europa e Ásia Central um crescimento de 6,1% este ano e 5,7% em 2009, contra 6,7% em 2007.

Investimento no estrangeiro

A inflação aumentou em alguns países da região, devido à demanda interna e ao aumento dos preços dos alimentos e combustíveis. O relatório aponta sinais de reaquecimento econômico na Bulgária e nas repúblicas bálticas.

O PIB da Ásia Oriental e Pacífico cresceu em torno de 10% em 2007. No caso da China, o número ultrapassa os 11%. Mas o crescimento da região ficará mais lento: em torno de 9,7% em 2008 e a 9,6% em 2009.

No Oriente Médio e Nor-te da África, o Bird calcula, pelo contrário, que o crescimento econômico, que em 2007, foi de 4,9%, chegue a 5,4% este ano, graças a alta dos preços do petróleo.

A África Subsaariana, que cresceu 6,1% em 2007, deve acelerar para 6,4% em 2008, graças à demanda interna. Os investimentos estrangeiros na região continuarão pesados, apesar das restrições creditícias internacionais após a crise hipotecária americana.

Crescimento de investimentos

O Brasil é o segundo país onde o investimento estrangeiro direto mais cresceu em 2007, segundo estimativa divulgada pela Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, na sigla em inglês). O volume líquido de investimento direto recebido pelo Brasil deve dobrar (alta de 99,3%) em relação ao ano anterior e chegar a US$ 37,4 bilhões.

A previsão é diferente da avaliação do Banco Central, segundo a qual o volume total do ano deve chegar a US$ 35 bilhões. Os dados até novembro mostram um total acumulado de US$ 33,37 bilhões.

De acordo com os economistas da Unctad, a maior parte dos investimentos recebidos pelo Brasil destinam-se a aumentar a produção industrial. O país onde o investimento estrangeiro mais cresceu foi a Holanda, onde a entrada de capital externo passou de US$ 4 bilhões, em 2006, para US$ 104,2 bilhões no ano passado, uma variaç

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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