O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal prevê investimentos de R$ 33 bilhões até 2010 para restauração de rodovias. Entre elas estão estradas nas regiões Norte e Nordeste avaliadas como péssimas pela Pesquisa Rodoviária CNT 2007, divulgada na quarta-feira pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Com a verba, o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) pretende recuperar 32 mil quilômetros e construir outros 6.876 quilômetros de rodovias.
As regiões Norte e Nordeste, onde estão as rodovias em pior situação, vão receber respectivamente R$ 6,2 bilhões e R$ 7,3 bilhões do PAC para obras de transporte nos próximos três anos. Além das rodovias, a verba é destinada à restauração de portos e aeroportos.
Em Estados como o Maranhão, onde mais de 60% das estradas são consideradas ruins ou péssimas, parte das obras já foi iniciada. De acordo com o Dnit, R$ 179 milhões do PAC foram liberados para melhorar o estado das rodovias.
Roraima, apontado como o Estado que concentra a pior malha viária do país, também receberá verbas do PAC. Nenhum dos 927 quilômetros analisados pela CNT no Estado foi considerado em boas condições. A BR-174, que atravessa a Amazônia roraimense e não possui acostamento, é uma da rodovias que devem ser restauradas.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, disse acreditar que os maiores benefícios do PAC aparecerão a partir do ano que vem. Os maiores volumes de investimentos do programa estão previstos para os próximos três anos. Em 2007, as verbas se confundem, porque, quando o PAC foi lançado, já havia orçamento definido, afirmou.
Brasil perde dinheiro com estradas ruins
Ao comentar os resultados da pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) sobre o estado das rodovias brasileiras, o presidente da ABTC (Associação Brasileira dos Transportadores de Carga), Newton Gibson, criticou o quadro apontado pelo estudo. Divulgada na última quarta-feira, a pesquisa indica que 74% das rodovias federais analisadas têm problemas.
Falta de investimento
Gibson afirmou que o setor de cargas está apreensivo com as condições das estradas nacionais. “Avalio o resultado da pesquisa com muita preocupação pela falta de investimentos em infra-estrutura. Precisamos de uma melhor gestão de recursos porque dinheiro para isso (melhorias nas rodovias) tem”, observou o presidente da ABTC.
Segundo ele, as condições precárias das rodovias trazem prejuízos econômicos ao Brasil. “É lógico que o país perde dinheiro com a falta de estrutura. Não só com as rodovias, mas também com os outros meios de transporte. Há grande perda de alimentos e outros produtos”, acrescentou Gibson.
A falta de segurança dos transportadores é outro aspecto que preocupa o presidente da ABCT. A frequência que se tem de acidentes rodoviários e ferroviários é muito prejudicial para os trabalhadores e também para o governo, que tem que arcar com recursos da Previdência Social, lembrou.
Cidades médias e grandes poderão ter corredores de transportes públicos
As cidades de médio e grande portes devem contar com recursos para a construção de corredores de transportes públicos, com o objetivo de desafogar o trânsito. Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, esse deve ser o foco inicial do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) dos Transportes e Mobilidade Social, em estudo pelo governo. “Acho que o foco, em princípio, deveria ser da destinação de recursos para a construção de vias expressas, corredores de transportes para desafogar o trânsito nas cidades de portes médio e grande, de modo que o setor não seja mais um empecilho na qualidade de vida”, disse Fortes.
O ministro acrescentou que poderá ainda ser estimulada a implantação nessas cidades de veículos leves sobre trilhos, os chamados bondinhos. “É um transporte silencioso, sem poluição e há capitais interessas até em fazer a substituição do ônibus por esse veículo de transporte, usando os corred







