Em seu último ato como governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) evitou críticas ao PAC 2 (segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento), lançando ontem pelo governo federal. Para ele, o resultado do programa dependerá principalmente de quem vencer as eleições presidências de outubro.
“É claro que muitas dessas ações são para futuros governos. O governo está no direito de apontar caminhos, mas obviamente dependerá de quem vencer as eleições, o encaminhamento de grande parte desses projetos”, afirmou o governador que se despede do cargo amanhã. Ele pode ser candidato ao Senado ou vice do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na disputa presidencial.
A resposta de Aécio difere da reação de outros membros da oposição. Ontem, DEM, PSDB e PPS afirmaram que irão entrar com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) por propaganda eleitoral antecipada, por conta do lançamento do programa em um megaevento. Deputados e senadores desses partidos também criticaram e ironizaram o programa.
Segundo Aécio, a oposição deve torcer para que haja obras, mas, ao mesmo tempo, deve fiscalizar o andamento do projeto. “Todos os investimentos são bem vindos. Os governos passam e nós ficamos”, disse.
Aécio ainda afirmou que não vê a oposição ao seu governo como inimiga. “Alguém que está no outro campo político não é meu inimigo, pode ser adversário circunstancial, mas na hora que passam as eleições, as alianças prevalecem.”
Sobre as eleições em Minas, o governador disse que um candidato do PT na disputa pelo governo não muda a situação de seu candidato, o vice Antonio Anastasia (PSDB), que assume o cargo de governador amanhã.
“Vamos defender, o aprofundamento das ações que estão em curso e vamos disputar dignamente, corretamente, eticamente, com aquele, ou aqueles que vierem a ser nossos adversários”, afirmou.
Os pré-candidatos do PT ao governo de Minas são o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Pelo campo governista também deve concorrer o ministro peemedebista Hélio Costa (Comunicações).
Resultado do PAC 2 depende do próximo presidente
Em: 30 de março de 2010
Em seu último ato como governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) evitou críticas ao PAC 2 (segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento), lançando ontem pelo governo federal
Redação
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