Resultado positivo do Polo Industrial dá respaldo às negociações das demandas

Em: 28 de fevereiro de 2011
A expectativa dos dirigentes da indústria da ZFM (Zona Franca de Manaus) é de que seja mantida a boa receptividade do PIM (Polo Industrial de Manaus) em Brasília, conquistada nos últimos oito anos
https://www.jcam.com.br/ppart27022011.jpg
A expectativa dos dirigentes da indústria da ZFM (Zona Franca de Manaus) é de que seja mantida a boa receptividade do PIM (Polo Industrial de Manaus) em Brasília, conquistada nos últimos oito anos

A expectativa dos dirigentes da indústria da ZFM (Zona Franca de Manaus) é de que seja mantida a boa receptividade do PIM (Polo Industrial de Manaus) em Brasília, conquistada nos últimos oito anos. A marca histórica, no faturamento, de US$ 35.1 bilhões, em 2010, apontada como o melhor resultado obtido pelo modelo em toda a sua trajetória, conforme os Indicadores de Desempenho do PIM divulgados pela Superintendência da ZFM (Zona Franca de Manaus), sem dúvida vai contar pontos positivos para o setor fabril de Manaus, no novo governo que se inicia.
Para o presidente da Fieam, Antonio Silva, contra os números apresentados pela indústria do PIM não tem argumento. “Como criticar um polo como o nosso que gera 108 mil postos de trabalho, incluindo mão de obra efetiva, temporária e terceirizada? Não tem como”, responde o dirigente, ressaltando que é evidente que para todos os pleitos, eles (técnicos do governo) têm estudo, o que leva um certo tempo de maturação”, justificou.
De acordo com Antonio Silva, há um ano e meio a Fieam, juntamente com outras entidades de classe do PIM, a exemplo do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, levaram ao conhecimento do governo federal vários problemas enfrentados pela indústria local referentes à infraestrutura do PIM. “Tivemos problemas diversos, a exemplo do que houve com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, que não conseguiu atender a demanda das empresas, principalmente do segmento eletroeletrônico, no primeiro semestre do ano passado, que tiveram sua produção dobrada devido a Copa do Mundo.
Silva aponta também que as empresas tiveram problemas portuários com o desmoronamento de parte do Porto Chibatão, o que trouxe sérias dificuldades para o setor fabril que naquele momento (outubro) estava em pleno processo de produção para atender a demanda de fim de ano. “Esses tipos de problemas findam afetando a produtividade das empresas”, mencionou.
Aproveitando a boa receptividade do PIM na CNI (Confederação Nacional da Indústria), que segundo Silva teve uma sensível melhora nos últimos anos, os dirigentes do PIM visitaram o Ministério da Saúde e a Receita Federal para denunciar as dificuldades pelas quais a indústria do PIM passa, inclusive a falta de recursos humanos em algumas áreas como a Receita Federal e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Oldemar Ianck, também admite que o PIM tem obtido boa performance em Brasília, inclusive no MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior). No entanto, pela importância que tem hoje o polo de Manaus, Ianck adverte que se faz necessário que a classe política entenda cada vez mais o modelo e suas variações e apoie as reivindicações da indústria. “Independente de filiação partidária”, enfatizou.
O presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, também admite que as entidades de classe têm conseguido alguns avanços para o PIM junto ao governo. Sem dúvida que, conforme o dirigente, faz-se necessário um maior empenho da bancada política do Amazonas no Congresso Nacional. Segundo Périco, o novo governo, comandado pela presidente Dilma Rousseff, vai tratar de velhos problemas e desafios que afetam a Zona Franca de Manaus como reforma tributária e trabalhista, redução do custo e infraestrutura. “O PIM conseguiu uma boa performance em 2010 e pode continuar crescendo neste ano desde que as medidas necessárias sejam tomadas pelo novo governo, a exemplo da logística portuária e aeroportuária”, mencionou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar