O motorista amazonense pode ficar tranquilo. Foi o que reforçou ontem (25) o presidente do Sindicam (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Amazonas), Geraldo Dantas, no dia em que começou a valer o aumento no preço dos combustíveis aplicados pela Petrobras. Ele garantiu que os reajustes – 7,83% para a gasolina e 3,94% para o diesel – anunciados na última sexta-feira (22), foram absorvidos, em um primeiro momento, pelas refinarias e distribuidoras, e não chegaram às bombas dos postos do Estado.
Segundo ele, tanto a gasolina quanto o diesel continuaram a ser comercializados a preços médios de R$ 2,89 e R$ 2,25, respectivamente.
O dirigente diz acreditar na eficácia da medida publicada ontem no DOU (Diário Oficial da União), através do decreto 7.764, que zerou a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), taxa incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível.
Em nota oficial, o Ministério da Fazenda anunciou a diminuição do imposto para evitar que o reajuste chegue aos consumidores e afete a inflação.
“O governo zerou o Cide para segurar a inflação. Isso porque a gasolina e o diesel são itens que não interferem apenas nas bombas dos postos e no bolso do motorista, mas também no transporte utilitário de cargas, no funcionamento de maquinários pesados, entre outros. Seu reajuste compromete diretamente a inflação, o que vai contra a estratégia do governo”, explanou o economista e vice-presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Junior.
Reajuste
O reajuste, segundo Mourão Junior, teve o objetivo de corrigir a defasagem de preços dos combustíveis em relação ao mercado externo.
O comunicado oficial informa que com o aumento praticado, a Petrobras deve repor a diferença dos preços sem impactar o consumidor.
“A consequência da ação reflete sobre o recolhimento do governo. Como a Petrobras é uma empresa de economia mista e parte da responsabilidade sobre ela pertence ao governo, ele neutralizou o Cide mas, com isso, deixa de arrecadar o imposto para os cofres públicos”, acrescentou.
O Ministério da Fazenda não detalhou o impacto da desoneração para os cofres do governo.






