Trabalhadores cruzam os braços em Manaus

Em: 26 de junho de 2012
Em busca de melhores salários, cerca de 500 empregados da construção civil cruzaram os braços ontem (25) em Manaus, comprometendo o andamento de aproximadamente 40 canteiros de obras
Em busca de melhores salários, cerca de 500 empregados da construção civil cruzaram os braços ontem (25) em Manaus, comprometendo o andamento de aproximadamente 40 canteiros de obras

Em busca de melhores salários, cerca de 500 empregados da construção civil cruzaram os braços ontem (25) em Manaus, comprometendo o andamento de aproximadamente 40 canteiros de obras.
O Sintracomec (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Montagem) reivindica para os trabalhadores, reajuste salarial de 13%, plano de saúde e participação nos lucros.
Em contrapartida, a proposta do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil) é de correção nos salários de acordo com a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que este ano foi de 4,86%.
“Fomos pegos de surpresa. Já estávamos em negociação e essa quebra de confiança nos levou a suspender as negociações e partir para a ação judicial”, afirmou o superintendente da entidade, Cláudio Guenka.
Ao final da reunião de emergência, realizada ontem à tarde, Guenka informou que o Sintracomec propôs uma nova conversa nesta quinta-feira (27). “Estamos decidindo se acatamos a proposta. Não consideramos a greve uma via adequada para se chegar a uma solução”, lamentou.
Representantes do Sintracomec não foram encontrados para maiores informações.
Mediação
“Essa foi apenas uma paralisação de advertência. Sugerimos sempre para os sindicatos que reflitam sobre a greve como ferramenta, para que não tomem uma decisão prematura”, explicou o titular da SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Dermilson Chagas.
Ele acrescenta que, caso não haja acordo, a superintendência se oferece para mediar a negociação, “mas não acreditamos que neste caso, será necessário. Apenas quatro reuniões foram realizadas entre os sindicatos patronal e laboral e esse tipo de conversa é lenta e gradual”, apostou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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