Não se pode falar em Rita Prossi como designer de joias sem um panorama do mercado de joias brasileiro, que segue em franca expansão e ganha o mundo. Segundo dados do IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), as exportações brasileiras de joias cresceram em mercados emergentes, como a Rússia e países do Oriente Médio, sendo um dos fatores: “a sofisticação e a criatividade no design das peças”. O IBGM estima que o mercado nacional conte, aproximadamente, com 4 mil empresas de lapidação, de joalheria, de artefatos de pedras, de folheados e de bijuterias. Elas estão localizadas, principalmente, em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia.
O Amazonas, juntamente com Paraná, Pará, Ceará e Goiás, desponta como novo polo industrial. O instituto divulga que o Brasil ocupa a 23ª posição no ranking de países produtores de joias de ouro, tendo mantido a média de produção de 22 toneladas por ano. A curiosidade é que o país se mantém neste patamar utilizando outros metais e não somente o ouro na confecção das peças, com base no uso de materiais alternativos.
Rita Prossi
Com suas peças baseadas em materiais da Amazônia, a designer amazonense Rita Prossi ganha o respeito no meio empresarial revendendo peças até para a Tailândia e coleciona prêmios administrando uma empresa voltada para o respeito e a valorização da floresta e povos da Amazônica
Quem é
Sou Rita Prossi, uma pessoa simples, mas determinada que fez de uma empresa artesanal familiar uma pequena potência que fabrica, comercializa e expõe joias baseadas em produtos, artefatos e cultura da Amazônia
O início
Trabalho desde 1994, mas estou envolvida com a arte desde que nasci. Aos 15 anos, publicava minhas poesias em jornais, e fazia trabalhos em madeira, cerâmica, gesso, papel, entre outros. Meu pai, um artista, escultor e construtor de casas e barcos, e minha mãe declamava versos, para dormirmos. Quase todos da minha família têm dons artísticos: escultores, cantores, decoradores, coreógrafa, e olhe que somos 11 irmãos! Quase todos nascidos no interior da Amazônia, e me orgulho muito disso. Mas foi como vendedora que comecei a ter contato com joias. Até que eu descobri que adorava desenhar joias, e comecei a inventar as minhas próprias peças
O que já conquistou
Atualmente exporto peças para os Estados Unidos, Alemanha e Tailândia. Trabalho muito, mas ainda não consegui meu primeiro milhão. A empresa começou com a ajuda de familiares. O empreendimento ganhou prêmios, como Top 100, do Sebrae Nacional (duas vezes) e foi escolhido para representar o Amazonas em exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ganhamos também os prêmios: Inovaçao de Exportação, Comércio Justo e Solidário (Fucapi e Sebrae) e o Premio Finep.
Estamos no e-commerce em www.ritaprossi.com e em Manaus temos uma loja na Central de Artesanato Branco e Silva, na rua Recife, e no Novotel Manaus, no Distrito Industrial. Além de revendedores autorizados em Porto Velho, São Paulo e Rio de Janeiro, Maceió, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Visão
Fui a primeira a misturar joias com artefatos amazônicos, a paixão dos estrangeiros pela Amazônia deve ser valorizada acredito que a Amazônia é tema sempre incrível de ser explorado, ter essa marca é sinônimo de receptividade internacional certa e pretendo continuar investindo nesse mercado.
O que a orgulha
Muitas coisas, mas um
de meus maiores orgulhos é ter sido a única designer brasileira a ter uma joia no leilão silencioso realizado no Museu Smithsonian de Arte Indígena de Nova York (EUA) para inaugurar a exposição de 700 peças que representam a arte primitiva da América, do Alasca a Tierra del Fuego. Foi um presente realmente especial. Foram escolhidas apenas joias de 20 artistas do mundo descendentes de nativos americanos. Outro orgulho é meu público, que se concentra nas classes A e B, como artistas, ecologistas, pesquisadores e simpatizantes da natureza amazônica.
Novos mercados
Anualmente lanço quatro coleções e estou participando da 52ª Feninjer (Feira Nacional da Indústria de Joias, Relógios e Afins), onde posso divulgar mais ainda meu trabalho. Conto com o apoio da Fucapi, Sebrae e Incubadora de Design Fucapi. Em março estarei pela terceira vez em um dos principais eventos do comércio internacional, a Expocomer, no Panamá, onde vou com o apoio da Suframa, Sebrae, Fieam tendo certeza do que o consumidor de joia panamenho busca, pois, apesar da feira ser multissetorial, já estudei o mercado e agora sei que o Panamá deseja, uma linha diferente da linha que o Brasil compra.







