Salões de beleza registram aumento de 40% no fim de ano

Em: 25 de dezembro de 2021

Depois de uma retração nos últimos dois por conta da pandemia, o segmento de salões de cabeleireiros, estética e beleza dá uma guinada no Amazonas. A estimativa é que o setor tenha um aumento de pelo menos 40% nos serviços neste Natal e no Ano Novo, segundo a presidente do Sisbisim (Sindicato dos Salões, Barbeiros, Cabeleireiros, Instituto de Beleza e Similares de Manaus), Antônia Moura de Souza.

“A situação mudou muito. A demanda por serviços disparou consideravelmente. E há salões que não têm mais vagas para agendar atendimentos neste período de fim de ano em Manaus”, comemora a sindicalista.

Do centro à periferia da cidade, os salões estão praticamente lotados, num sinal de que a categoria não está mais amargando a mesma crise de antes que levou muitos trabalhadores a enfrentarem muitas dificuldades. Com a economia praticamente parada, muitos sequer tinham dinheiro para suprir as necessidades básicas.

O cenário mudou, gerando boas perspectivas de negócios entre a classe. Hoje, os clientes comemoram a oportunidade de poderem ir livremente aos salões. Antes, poucos ousavam sair para cuidar da beleza ou receber algum profissional em casa. Na fase mais aguda da pandemia, poucos estabelecimentos do setor puderam manter as atividades na região.

A vacinação deu mais tranquilidade aos consumidores na capital e também no interior do Estado. “Preciso me arrumar. Vou viajar e tinha que dar um retoque no visual. Tenho boas expectativas para o próximo ano. Hoje estou mais tranquila”, disse a vendedora Camila Marques que retocava a pintura no cabelo e fazia as unhas num salão do centro da cidade.

A psicóloga Vilani Sequeira afirmou que ficou praticamente um ano confinada em casa e durante esse período não foi a nenhum salão por causa da pandemia. “Este ano é que eu comecei a vir, mas mantendo os cuidados necessários de prevenção à Covid-19. A gente tem que cuidar da aparência. Melhora a nossa autoestima”, ressaltou ela.

Bom fôlego

Proprietária de um salão na zona leste de Manaus, a empresária Margo Guimarães não escondia a satisfação, o contentamento, pelo aumento da demanda. “O movimento deste ano já superou até o de 2019 quando não havia pandemia. Na semana, tivemos um grande aumento”, contou ela.

A empresária passou a funcionar até aos domingos para não deixar de atender aos clientes nesse período.  “Há pouquíssimas vagas. E a expectativa é grande. Esse tempo todo de confinamento em casa está motivando as pessoas a quererem se transformar”, acrescentou Margo. “No domingo, não tem aglomerações, os clientes podem ficar mais à vontade, mas mantendo os cuidados sanitários básicos”, disse.

Segundo os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o setor de serviços teve uma redução de 2,5%, mas se comparado ao mesmo período do ano passado houve um aumento de 13,2%.

O segmento reúne, hoje, pelo menos 6,3 mil salões cadastrados em todo o Amazonas, sem contar os que operam na clandestinidade, de acordo com os números do Sisbisim. Em média, em cada salão trabalham de cinco a seis profissionais que atendem diretamente o público, sem contar os de limpeza e de outras funções.

Recentemente, uma lei criou o profissional parceiro que trabalha como MEI (microempreendedor individual). Esse tipo de trabalhador pode exercer atividades dentro de salões e também em domicílios, prática que começou a ser mais adotada principalmente na fase mais aguda da pandemia do novo coronavírus.

Marcelo Peres

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