Desde que o mundo é mundo, o salão de beleza é visto, por muitos, como um ‘espaço de terapia’, onde se passa boa parte do tempo falando da vida e, no final, se sai com a autoestima elevada. E para tornar esse espaço ainda mais aconchegante, os empresários estão investindo fortemente em projetos arquitetônicos que dão praticidade e mobilidade aos profissionais e também mais conforto aos clientes.

De acordo com a arquiteta Mylena Bonfim, os salões têm buscado a integração entre os espaços. “Isso inclui a ‘mistura’ entre o exterior e o interior por meio do uso do verde e vidros, por exemplo. O que proporciona um ambiente mais confortável, relaxante e diferente aos olhos dos frequentadores”, comenta ela.
A especialista destaca que um dos pontos primordiais para o sucesso do projeto, é uma boa iluminação. “A incidência da luz artificial pode interferir de forma positiva, mas também negativa na coloração dos cabelos ou, até mesmo, em uma maquiagem. Por isso a importância de saber mesclar a luz artificial com a natural para que o trabalho seja de excelência”.
Mas quanto tempo, em média, se faz necessária a procura por um arquiteto, a partir do momento da decisão de montar um novo espaço de beleza? Mylena reforça a margem de três meses antes da inauguração, período que se engloba o estudo e a realização do projeto técnico. “Com esse tempo, conseguimos captar a ideia do empresário, fazer ajustes e entregar o empreendimento dos seus sonhos”, afirma ela.
E apesar de ser um segmento diferente dos encontrados no cotidiano, por assim dizer, as feiras de arquitetura e decoração ajudam – e muito! – na hora da criação. “São nelas que encontramos tendências gerais como formas, cores e texturas e que são incorporadas em vários empreendimentos. Os salões não poderiam fugir à regra”, fala Mylena.
Ela revela, ainda, que não existe o ‘out’ na hora de criar o projeto de um salão. “Os espaços de beleza possuem um DNA, um tamanho, tipos específicos de serviços prestados… Por isso, vai do empresário saber a sua essência e aplicar no ambiente aquilo que tem mais a ver com a sua empresa”, finaliza.






