A multinacional SC Johnson, fabricante de produtos de higiene e limpeza, anunciou a montagem de um pólo de exportação a partir de sua unidade no PIM (Pólo Industrial de Manaus). A informação foi divulgada pelo diretor-residente da SC Johnson, Antônio Carlos Araújo, segundo o qual a produção deve iniciar em abril, quando se encerra a transferência das linhas fabris da SC Johnson Argentina e da Planta do Rio de Janeiro para Manaus.
Araújo afirmou que, embora a companhia tenha estudado e planejado sua instalação no PIM por um período de quase cinco anos, a meta só foi concretizada no ano passado, quando resolveu investir perto de R$ 50 milhões na construção do parque fabril, abrindo 110 postos diretos de trabalho. A aposta nas vantagens tributárias da região é alta, já que, a nova unidade responderá por 40% das vendas no mercado nacional e 5% serão destinados à exportação.
“O mercado amazonense é extremamente promissor para os negócios, tanto que a empresa terá uma gerência de vendas instalada na capital. Além disso, queremos conquistar novos clientes entre os grandes supermercadistas locais”, disse o diretor.
A instalação da fábrica da SC Johnson e o início da produção em Manaus foram encarados por Araújo com um misto de orgulho e expectativa, já que a unidade estará entre as dez únicas que farão parte da cadeia de suprimento mundial da Johnson. O diretor explicou que, a fim de manter a linha de proteção ao meio ambiente, só serão produzidas no PIM produtos que em suas fórmulas não contenham materiais poluentes.
Vantagens
tributárias
Na opinião do analista econômico Sérgio Barreto, o interesse da multinacional pelas vantagens tributárias é a constatação de que o PIM está longe de esgotar o potencial de atratividade, em contraponto ao pensamento de que o fôlego expansionista da região arrefeceu. O especialista resumiu que o cenário de industrialização em moto-contínuo, pelo qual o Amazonas atualmente segue, acrescido com a chegada da SC Johnson reforça uma das vocações do PIM mais festejadas durante as aprovações de projetos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus): qualificação do mix industrial. “Os números projetados pela Johnson refletem o fato de contar com um parque industrial em permanente crescimento, onde se recebe empresas modernas, devidamente preparadas para o jogo do upgrade na geração de tributos”, ressaltou Barreto.
Empresa lidera segmento de ceras
De fato, os números da indústria impressionam. Em 2006, a estadunidense faturou US$ 6,5 bilhões. Com o Brasil tendo participação de destaque neste valor global .
Segundo o gerente de operações da SC Johnson, Renato Vergueiro, a empresa é líder mundial do segmento de ceras automotivas e detém mais de 70% desse segmento no país. Em Manaus, o gerente explicou que a empresa pretende adensar uma cadeia produtiva e estimular novos fornecedores, gerando pelo menos 300 novos postos de trabalho indireto.
“A produção, em 2007, foi 7% maior que a do ano anterior. Este ano, queremos tirar proveito dos investimentos realizados em estrutura, equipamentos e capital humano, mantendo a meta de fechar com o mesmo volume produzido, embora a mudança na cadeia de suprimentos seja algo a ser observado com cuidado pela empresa”, ressaltou o executivo.
No PIM, segundo Vergueiro, a SC Johnson vai produzir as ceras Grand Prix e Carnu (linha automotiva ), Pato Purific e Glade Sany (limpeza de banheiro), Glade (odorizadores de ambiente), Off! e Autan (repelentes).
O diretor-executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, comemorou o anúncio da chegada da SC Johnson, afirmando que as atividades de exportação do grupo terão um grande peso nos números do comércio exterior no PIM, podendo servir de atrativo para a chegada de novas empresas ligadas ao mesmo setor ou na geração de fornecedores para os segmentos industriais.
“A chegada desse grupo estadunidense em Manaus, como toda multinacional que tenha propos







