SC Johnson monta pólo de exportação a partir da Zona Franca

Em: 29 de fevereiro de 2008
Mercado amazonense é considerado promissor para os negócios da empresa, tanto que será instalada em Manaus uma gerência de vendas. Intenção é conquistar novos clientes entre os grandes supermercadistas locais.
Mercado amazonense é considerado promissor para os negócios da empresa, tanto que será instalada em Manaus uma gerência de vendas. Intenção é conquistar novos clientes entre os grandes supermercadistas locais.

A multinacional SC Johnson, fabricante de produtos de higiene e limpeza, anunciou a montagem de um pólo de exportação a partir de sua unidade no PIM (Pólo Industrial de Manaus). A informação foi divulgada pelo diretor-residente da SC Johnson, Antônio Carlos Araújo, segundo o qual a produção deve iniciar em abril, quando se encerra a transferência das linhas fabris da SC Johnson Argentina e da Planta do Rio de Janeiro para Manaus.
Araújo afirmou que, embora a companhia tenha estudado e planejado sua instalação no PIM por um período de quase cinco anos, a meta só foi concretizada no ano passado, quando resolveu investir perto de R$ 50 milhões na construção do parque fabril, abrindo 110 postos diretos de trabalho. A aposta nas vantagens tributárias da região é alta, já que, a nova unidade responderá por 40% das vendas no mercado nacional e 5% serão destinados à exportação.
“O mercado amazonense é extremamente promissor para os negócios, tanto que a empresa terá uma gerência de vendas instalada na capital. Além disso, queremos conquistar novos clientes entre os grandes supermercadistas locais”, disse o diretor.
A instalação da fábrica da SC Johnson e o início da produção em Manaus foram encarados por Araújo com um misto de orgulho e expectativa, já que a unidade estará entre as dez únicas que farão parte da cadeia de suprimento mundial da Johnson. O diretor explicou que, a fim de manter a linha de proteção ao meio ambiente, só serão produzidas no PIM produtos que em suas fórmulas não contenham materiais poluentes.

Vantagens
tributárias

Na opinião do analista econômico Sérgio Barreto, o interesse da multinacional pelas vantagens tributárias é a constatação de que o PIM está longe de esgotar o potencial de atratividade, em contraponto ao pensamento de que o fôlego expansionista da região arrefeceu. O especialista resumiu que o cenário de industrialização em moto-contínuo, pelo qual o Amazonas atualmente segue, acrescido com a chegada da SC Johnson reforça uma das vocações do PIM mais festejadas durante as aprovações de projetos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus): qualificação do mix industrial. “Os números projetados pela Johnson refletem o fato de contar com um parque industrial em permanente crescimento, onde se recebe empresas modernas, devidamente preparadas para o jogo do upgrade na geração de tributos”, ressaltou Barreto.

Empresa lidera segmento de ceras

De fato, os números da indústria impressionam. Em 2006, a estadunidense faturou US$ 6,5 bilhões. Com o Brasil tendo participação de destaque neste valor global .
Segundo o gerente de operações da SC Johnson, Renato Vergueiro, a empresa é líder mundial do segmento de ceras automotivas e detém mais de 70% desse segmento no país. Em Manaus, o gerente explicou que a empresa pretende adensar uma cadeia produtiva e estimular novos fornecedores, gerando pelo menos 300 novos postos de trabalho indireto.
“A produção, em 2007, foi 7% maior que a do ano anterior. Este ano, queremos tirar proveito dos investimentos realizados em estrutura, equipamentos e capital humano, mantendo a meta de fechar com o mesmo volume produzido, embora a mudança na cadeia de suprimentos seja algo a ser observado com cuidado pela empresa”, ressaltou o executivo.
No PIM, segundo Vergueiro, a SC Johnson vai produzir as ceras Grand Prix e Carnu (linha automotiva ), Pato Purific e Glade Sany (limpeza de banheiro), Glade (odorizadores de ambiente), Off! e Autan (repelentes).
O diretor-executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, comemorou o anúncio da chegada da SC Johnson, afirmando que as atividades de exportação do grupo terão um grande peso nos números do comércio exterior no PIM, podendo servir de atrativo para a chegada de novas empresas ligadas ao mesmo setor ou na geração de fornecedores para os segmentos industriais.
“A chegada desse grupo estadunidense em Manaus, como toda multinacional que tenha propos

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar