Sebrae divulga programa de certificação na 11ª Expocachaça em Minas Gerais

Em: 5 de junho de 2008
Programa Nacional de Certificação da Cachaça já conta com 29 produtos certificados. São 12 marcas de Minas Gerais, 11 do Rio Grande do Sul, entre outras.
Programa Nacional de Certificação da Cachaça já conta com 29 produtos certificados. São 12 marcas de Minas Gerais, 11 do Rio Grande do Sul, entre outras.

A certificação de cachaças será o grande mote do Sebrae durante a 11ª Expocachaça (Feira e Festival Internacional da Cachaça). O evento acontece de 5 a 8 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (Minas Gerais). A idéia é aproveitar a feira para divulgar a importância da certificação para esse produto.
Para chamar a atenção do público, o Sebrae terá um estande onde serão expostas as cachaças certificadas. O Programa Nacional de ­Certificação da Cachaça já conta com 29 produtos certificados. São 12 marcas de Minas Gerais, 11 do Rio Grande do Sul, quatro de São Paulo, uma da Bahia e uma de Pernambuco.
As primeiras cachaças de Minas Gerais a receberem o certificado foram ‘Prosa & Viola’ e ‘Terra de Minas’. O processo de avaliação da conformidade começou em agosto de 2006. Após três meses de mobilização, a ­empresa já estava com o certificado em mãos.
No processo de certificação, cada passo da produção é avaliado minuciosamente, como as etapas da produção artesanal, as práticas ambientais, as propriedades químicas das cachaças e a sua padronização.
Durante o evento, na sexta-feira, será apresentada à imprensa uma campanha de divulgação das cachaças com certificados. Haverá também palestra direcionada aos produtores sobre porque certificar as cachaças. O palestrante será o responsável pelas certificações no Inmetro, Fernando Gullar.
Em seguida, acontece outra palestra voltada para os consumidores de cachaça. Essa palestra estará a ­­­cargo do professor da UFPR ­(Universidade Federal do Paraná) Agenor Maccari. “A idéia do evento é mostrar para os diversos públicos a importância de se produzir e consumir cachaças cer­tificadas”, destacou o técnico da Unidade de Agronegócios do Sebrae de Minas Gerais, Fernando Machado.
O professor Agenor Maccari adianta que vai destacar em sua palestra a questão da pulverização dos alambiques no país e também a passagem da maioria desses de geração a geração dentro de uma mesma família. Segundo ele, temos no Brasil mais de 30 mil alambiques, sendo que um terço se concentram em Minas Gerais.
“Os alambiques que estão a gerações sendo comandados pela mesma família trazem tradição, mas por outro lado também podem ser fontes de perpetuação de problemas”, disse.
De acordo com Maccari, é na tra­dição, que práticas ruins podem ser repetidas ao longo dos anos. Uma forma de se resolver o problema é certificando o produto, garantindo a sua qualidade, a uniformização dos processos e a padronização. “Soma-se a isso, a credibilidade do produto”, ressaltou.
“Com a certificação, a ­cachaça passa a agregar mais valor. É uma forma de ­somar e atestar qualidade ao componente cultural da ­bebida tipicamente brasileira, que destaca a diversidade regional e ainda gera empregos”, explicou Maccari.
Segundo o professor, é importante destacar que ter um produto certificado significa respeitar o meio ambiente, proteger o produtor e seus funcionários por meio da segurança no trabalho e ainda auxiliar na conquista de novos mercados.

Agronegócio
da cachaça
A 11ª Expocachaça é a maior feira do país do agronegócio da cachaça. No evento, os participantes vão encontrar oportunidades de negócios, entretenimento e espaço gourmet, com vários restaurantes e coquetelaria.
Além da variedade de marcas da bebida, também participam destaa exposição empresas fornecedoras de equipamentos e insumos em geral de apoio à ati­vidade, como comercializadoras de produtos como garrafas, tampas, rolhas e insumos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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