Segundo maior mercado de biscoitos no mundo, com uma produção de 1.242 milhão de toneladas em 2010, o Brasil começa a abrir seu caminho de forma consistente no mercado internacional. Durante o ano que passou o PSI (Projeto Setorial Integrado Brazilian Biscuit), uma parceria entre a ANIB (Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos) e a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), levou empresas associadas para cinco feiras internacionais e trouxe compradores da América Latina para uma Rodada de Negócios.
O crescimento do setor, de 3% em produção e 6,5% no faturamento, de R$ 5.96 bilhões em 2009 para R$ 6,47 bilhões em 2010, passa pelo aumento do poder econômico da população, mas também pela comercialização de produtos mais sofisticados, com maior praticidade, mais saudáveis e que proporcionam mais prazer. “Neste ano houve um crescimento acentuado nos biscoitos especiais, de maior valor agregado”, informou o vice-presidente da ANIB, José dos Santos dos Reis.
Lançamentos mundiais
O consenso geral é que o status do biscoito brasileiro subiu em função desta maior demanda por produtos mais sofisticados e com mais apelos à saúde e ao bem estar, além do contato direto da ANIB e empresas exportadoras com os principais lançamentos mundiais, com os quais se equipara tanto em termos de qualidade como de competitividade.
“O biscoito está presente em 98% dos lares brasileiros. O setor cresceu justamente na diversificação dos produtos oferecidos”, analisa Reis. “Outra coisa que contribui muito é a confiança do consumidor, pois eles sabem que podem acreditar nas informações nutricionais contidas nas embalagens dos biscoitos, dando conta de seus ingredientes: proteínas, vitaminas, cálcio, fibras”, disse.
Com 585 fábricas distribuídas por todo o país, o parque industrial brasileiro de biscoitos trabalha com 80% de sua capacidade instalada de 1.700 milhões de toneladas e recebeu investimentos totais de R$ 250 milhões em expansão, modernização e construção de novas fábricas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que está crescendo em volume consumido.







