O mercado segurador do Amazonas arrecadou mais de R$ 234,4 milhões em janeiro de 2023, uma alta de 44,6% na demanda pelos produtos de seguros, se comparado com o mesmo período de 2022 (sem Saúde e DPVAT). Os dados integram um levantamento produzido pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), que também destaca o aumento de 14,1% nas indenizações pagas no mês, representando um total de R$ 49,9 milhões (sem Saúde, DPVAT e VGBL).
Com R$ 26,4 milhões arrecadados, o seguro Patrimonial foi um dos que teve alta expressiva, com 140,0%, seguido por Transportes, com 62,3% (R$ 5,3 milhões). Em indenizações, a modalidade Crédito e Garantia pagou cerca de R$ 16,1 milhões, uma alta de 514,1%.
Fabiana Perdizes, delegada do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) no Amazonas atribuiu o faturamento à entrada de novos players no mercado, sem dúvida o fator ajudou no crescimento, uma vez que nesse setor quanto mais se oferta, mais se vende.
De acordo com a Perdizes, no seguro de vida, por exemplo, houveram algumas seguradoras que fizeram parceria com bancos, e isso proporcionou um aumento de pontos de venda aqui na região fazendo com que essas seguradoras que não atuavam no mercado, não tenham a necessidade de ter uma unidade física para atingir o público alvo.
“Não só no Amazonas, mas também percebemos um movimento em todo o Brasil na comercialização de seguros de forma virtual. O que também proporcionou esse aumento, além é claro de um trabalho incansável de conscientização da sociedade por nossa parte para mostrar a importância de ter seus bens segurados”.
Outro ponto destacado por ela também é a constante modernização dos produtos, com a inclusão de coberturas acessórias e serviços de assistência que permitem que o segurado faça uso do produto sem necessariamente acionar o motivo principal pelo qual a apólice é destinada. Como por exemplo as coberturas de Doenças Graves dentro do seguro de vida.
Seguindo a tendência nacional, o setor no Amazonas tem demonstrado potencial e tem demonstrado grande desempenho nos resultados nos últimos anos. A exemplo é o aumento vertiginoso de dois dígitos no ano de 2022, totalizando 14,5% em relação a 2021. “É o segundo ano consecutivo que observamos esse nível de crescimento. Acompanhando a mesma tendência que vem sendo observada na região Norte e também no Brasil como um todo”, ressaltou Fabiana Perdizes.
Em 2022, o mercado segurador brasileiro cresceu dois dígitos, totalizando mais de R $ 355 bilhões de arrecadação financeira. E por sua vez, retornou para a sociedade em forma de indenizações mais de R$ 219 Bilhões. “Em nível Brasil, nosso mercado vem tendo um crescimento acima do que é percebido no PIB do país. Em 2022, por exemplo, enquanto o PIB do Brasil cresceu apenas 2,9%, o mercado de seguros cresceu 16,2%, e o estado do Amazonas teve um crescimento acima de 14%, mas ainda há muito espaço para crescimento em um universo de possibilidades, diante do grande portfólio de produtos disponibilizados pelas Seguradoras”, comparou.
“Nacionalmente, no período, o setor segurador se manteve em alta. O pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios (sem Saúde e sem DPVAT) somaram mais de R$ 20,4 bilhões, volume 1,5% superior a janeiro de 2022. Quando falamos em arrecadação, o setor viu a demanda avançar 19,7%, com mais de R$ 31,2 bilhões em arrecadação (sem Saúde e sem DPVAT)”, complementou.

Expectativa
Temos muitas oportunidades de crescimento no Brasil como um todo, e principalmente na nossa região. Temos uma expectativa de que o mercado continue crescendo acima do PIB brasileiro, nessa média de dois dígitos que temos visto nos últimos anos. No estado do Amazonas destacamos o crescimento dos ramos de Seguro Garantia e Seguro de Transporte que tiveram excelentes resultados no último ano.
BOX
Para apoiar o crescimento do setor, a CNseg lançou nacionalmente no último mês o PDMS (Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros), que se trata de um planejamento de metas e mudanças para desenvolvimento e crescimento do setor até 2030 baseado em 04 Eixos, com 65 iniciativas assim distribuídas:
• Imagem do Seguro – 10 Iniciativas;
• Canais de Distribuição – 07 Iniciativas;
• Produtos – 37 Iniciativas;
• Eficiência Regulatória – 11 Iniciativas.
O principal objetivo é ampliar a informação e a participação da sociedade nos produtos do setor.
Sobre o PDMS
O desenvolvimento da indústria de seguros é um dos temas abordados no PDMS, que tem o objetivo de aumentar a parcela da população atendida em 20% pelos diversos produtos do mercado, além de elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% do PIB para 6,5% do PIB. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, estima que, como consequência da implementação do Plano, em termos de receita, o mercado atinja 10% do PIB nacional em 2030.
“O Plano foi criado a partir da percepção de que o setor pode gerar mais reservas para a poupança nacional e direcionar mais recursos para importantes projetos nacionais, ao apoiar iniciativas públicas e privadas. Assumimos riscos das mais diversas atividades econômicas e oferecemos proteção aos indivíduos e às empresas”, ressalta o executivo.







