Com investimento de R$ 51 milhões, o projeto Amazônia Digital, do governo do Estado do Amazonas, deve ter a primeira de suas duas etapas concluídas até o final deste ano. O objetivo é criar redes wireless nos 62 municípios amazonenses, iniciando por Tefé, Tabatinga, Itacoatiara e Manacapuru. A informação foi dada na última sexta-feira, 27, pelo consultor técnico da Prodam (Processamentos de Dados Amazonas), Aristóbulo Angelim, durante o último dia do seminário “Sistemas de Comunicação na Amazônia: Alternativas e Soluções na transmissão de dados em banda larga”, como parte do ciclo de palestras realizadas na 5ª Fiam (Feira Internacional da Amazônia), no Studio 5 Centro de Convenções.
Angelim acredita que o projeto cria infraestrutura para diversos setores, como educação, comércio e a própria parte social, como a emissão de documentos. Para ele, acontecerá uma descentralização dos serviços, além da redução no prazo para estes serem concluídos. Cada prefeitura deverá disponibilizar dois técnicos, que receberão treinamento específico da Prodam.
Nos dois dias de seminário, foram abordadas questões referentes à qualidade do serviço – bastante precário – de internet banda larga no Estado e as possíveis soluções para o problema. Segundo o engenheiro elétrico da Fucapi (Fundação Centro de Análise de Pesquisa e Inovação Tecnológica) e um dos organizadores do evento, Walter Prado, a intenção do seminário é fazer com que as pessoas discutam e conheçam a realidade não muito boa com relação à banda larga na Amazônia. “O serviço de banda larga deixa muito a desejar com relação aos outros Estados e ainda mais com relação ao mundo”, ressaltou Prado.
De acordo com o engenheiro, uma das grandes novidades apresentadas, foi uma segunda alternativa de fonte de banda larga, pela Embratel e Oi, que passaria por Caracas (Venezuela). Outra alternativa, apresentada pela Oi, foi a utilização do Linhão de Tucuruí, empresa de energia elétrica que vai servir de caminho para os cabos de fibra ótica, condutores da conexão. Segundo Prado, se essas propostas forem colocadas em prática, acarretará num incremento de 10 GB por segundo na conexão, que hoje é em média de 2,3 GB, além do aumento da oferta do serviço e possível redução no preço cobrado, hoje o mais caro do país.
Representando a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Roberto Hirayama confirmou que a internet banda larga no Amazonas ainda é muito cara e vê a internet 3G como uma primeira opção para quem quer usar aplicativos primários da rede. Porém, ele vê necessária uma conexão fixa para quem precisa da internet para serviços mais elaborados. Hirayama informou que cerca de 14 milhões de brasileiros utilizam banda larga atualmente. O seminário contou ainda com as participações do gerente de projetos do Ministério das Comunicaçõe, Jovino Filho, e do secretário do comitê Estadual de Políticas de informática, Fabiano Castanhola Marques.
Seminário discute problemas de banda larga
Em: 30 de novembro de 2009
Com investimento de R$ 51 milhões, o projeto Amazônia Digital, do governo do Estado do Amazonas, deve ter a primeira de suas duas etapas concluídas até o final deste ano
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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