Seminovos vendem mais no Amazonas

Em: 17 de dezembro de 2021

O mercado de seminovos e usados no Amazonas reagiu bem entre outubro e novembro, tendo apresentado um resultado positivo de 9,8% enquanto a média nacional teve uma leve variação negativa de 0,3%. Comparando com outros estados, o Amazonas ficou atrás apenas de Roraima (com 27,3% positivo), os dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), de novembro mostram o poder de reação do setor local com a o crescimento do quadro de vacinação e a imunização de boa parte da população.

Em comparação com 2020, o recuo no Estado, de 15,9%, está associado a um período de isolamento do comércio, a recuperação do setor foi muito rápida, atingindo picos expressivos de vendas. “O que vemos aqui é uma estabilização do mercado que, aos poucos, retoma o ritmo normal de vendas. Se você considerar o acumulado do ano, até novembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2020, verá que houve um crescimento de 1,5%, o que é um bom indicador de que a normalidade está voltando”, afirma  Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto.

Para quem atua no mercado local o mercado tem reagido bem, se considerarmos que o comportamento do consumidor foi ditado pela pandemia. “A falta de semicondutores ainda é um gargalo para as linhas de produção de carros novos. O que favorece o setor de seminovos e usados. Sentimos uma leve queda em novembro, mas nada que afetasse um mercado que segue com percentuais positivos. O mercado deve continuar atrativo”, observa o gerente que atua no mercado de seminovos novos, Junior Carvalho. 

Para o vendedor de veículos dessa linha, Jorge Oliveira, o que tem mantido o mercado aquecido em relação aos usados é o fato da espera longa por um carro novo de em média 6 meses. “O que contribui para que o cliente busque outras alternativas. A vantagem de optar por produtos seminovos e usados, diferentemente dos novos, é a disponibilidade de pronta entrega. A tendência é que o movimento e aquecimento mantenha-se até o próximo ano”. 

De acordo com o presidente da Fenauto, Santos, nacionalmente o segmento já atingiu a marca de 13,9 milhões de veículos comercializados neste ano, com um acumulado positivo de 23,9% em relação a 2020. “Em dezembro de 2019, antes da pandemia, houve registro em torno de 14,5 milhões de vendas,Em dezembro de 2019, antes da pandemia, registramos algo em torno de 14,5 milhões de vendas, e já estamos próximos de alcançar esse volume. Temos uma expectativa de superar esse total e chegarmos próximos a 15 milhões até o final do ano.”

Conforme o levantamento, no mês de novembro, por segmento foram  comercializados 8.560 veículos vendidos. No acumulado do ano, cerca de 93.614 foram vendidos,  em relação aos 92.440 comercializados em 2020, o que resulta no acumulado de 1,5%. 

Mais vendidos 

Os modelos Gol, o Ônix e Siena, estão  na lista dos mais vendidos no Amazonas no mês de novembro totalizando 1.069 unidades comercializadas. Entre os comerciais leves, o modelo Saveiro, Strada e Hilux,  ocupam os três primeiros lugares no ranking contabilizando 518 automóveis vendidos.

O Estado do Amazonas vem demonstrando resiliência do setor apesar de tantas dificuldades enfrentadas, em outubro, por exemplo, as vendas de veículos  seminovos e usados no Amazonas apresentaram queda de 20,8% em comparação a setembro.

Santos avaliou que o mercado de seminovos teve sua recuperação muito rápida, e um constante crescimento nos últimos meses de 2020 e em 2021. “Nos últimos meses temos visto o mercado se ajustando, depois de uma procura maior pelo seminovos e usados, devido à falta de carros zero quilômetro no mercado”, afirma Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto. 

Índice nacional teve variação

No âmbito nacional, o resultado ficou 0,3% menor que outubro; acumulado no ano está positivo em 23,9%. Segundo levantamento da Fenauto, o segmento registrou uma variação negativa de 0,3% em relação a outubro, com um total de 1.165.436 veículos comercializados, contra 1.168.479 no mês anterior.

O acumulado comercializado até o final de novembro ficou 23,9% superior ao mesmo período de 2020, chegando a 13.905.124 de veículos contra 11.224.856 no ano passado. A previsão da entidade é que o ano feche com um total aproximado de 15 milhões de veículos seminovos e usados comercializados.

Ilídio dos Santos, reitera que “o mês de novembro mostrou um resultado ligeiramente negativo que continua a refletir as incertezas em relação à saída da pandemia, a taxa de juros, a oferta de crédito mais seletivo, a preocupação com o rigor fiscal, entre outros fatores. 

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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