A coordenadora de Qualidade e Controle Ambiental da Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Nelcinda Fernandes, pediuapoio de proprietários e gerentes de estabelecimentos comerciaisinstalados no Centro de Manaus e em áreas comerciais da zona leste no combate à prática de poluição sonora provocada porsistemas de som usados em publicidade. Segundo ela, somente nostrês primeiros meses deste ano foram registradas 19 denúnciascontra lojas, de um total de 1.125 casos ligados à poluiçãosonora, índice que vem se mantendo desde os dois últimos anos.
O pedido de colaboração aconteceu na terça-feira, durante oprimeiro dia de palestras sobre o tema realizado pela Semmajunto aos membros da CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). O encontro, que aconteceu no auditório da CDLM, no Centro, foi repetido nesta quarta-feira com a participaçãode comerciantes que atuam na avenida Autaz Mirim, zona Leste domunicípio. No total, participaram mais de 60 pessoas nos dias depalestras.
Para embasar o pedido de apoio aos comerciantes, Nelcinda usoudados sobre os problemas que a poluição sonora pode causar nasaúde humana, como o estresse e aumento da pressão sanguínea, eas implicações que os infratores podem vir a enfrentar, como ainterdição de seus empreendimentos, apreensão de equipamentos desom e pagamento de multas.
“O objetivo da Semma é orientar econscientizar os proprietários de estabelecimentos comerciaissobre a importância de se evitar a poluição sonora como forma depromover a melhoria da qualidade de vida”, afirmou acoordenadora, ressaltando o caráter de alerta do encontro. “Oprimeiro passo é a educação. Se não funcionar vamos passar areprimir, como temos feito nos casos dos postos de gasolina”,afirma, referindo-se às freqüentes operações de fiscalizaçãorealizadas pela Semma em várias partes da cidade.
Lojistas
reconhecem
Durante a palestra, Nelcinda citou inúmeros casos de lojistasque escondem os equipamentos de som ao observarem a presença dafiscalização da Prefeitura. “Isso mostra que alguns comerciantesestão conscientes da ilegalidade da prática, por isso evitam oflagrante”, disse. Para ela, os intensos casos de poluição sonorano centro comercial da cidade são os responsáveis pela queda donúmero de consumidores no local. “As pessoas estão procurando osgrandes shoppings pelo fato da grande perturbação causada porinúmeras lojas com seus sistemas de som em último volume”,opinou.
O diretor executivo da CDLM, Manoel Joaquim de Oliveira, quetambém participou do encontro, explica que a entidade, emboranão tenha poder jurídico sobre os estabelecimentos comerciais dacidade, tem agido no sentido de incentivar a adequação das lojase empreendimentos comerciais à legislação.
“A CDLM é umaassociação que procura trabalhar com a orientação junto aosproprietários de lojas, funcionando como um órgão de apoio”, explicou. “Foi nesse sentido que a instituição agiu em parceriacom a Prefeitura para coibir com a prática da poluição sonora”, salientou.






