Setor ainda enfrenta perspectivas incertas

Em: 1 de abril de 2009
De acordo com Catarina Pedrosa, analista-chefe da Corretora Banif, neste ano houve uma pequena melhora do preço da celulose de fibra longa. Entretanto, o Brasil é forte produtor da celulose de fibra curta
De acordo com Catarina Pedrosa, analista-chefe da Corretora Banif, neste ano houve uma pequena melhora do preço da celulose de fibra longa. Entretanto, o Brasil é forte produtor da celulose de fibra curta

As perspectivas para o setor de papel e celulose ainda são incertas. De acordo com Catarina Pedrosa, analista-chefe da Corretora Banif, neste ano houve uma pequena melhora do preço da celulose de fibra longa. Entretanto, o Brasil é forte produtor da celulose de fibra curta.
No ano passado, três milhões de toneladas de celulose foram tiradas do mercado com as paralisações de produção promovidas pelas empresas. Diante disso, Catarina estimou que, ainda em 2009, possa ocorrer uma recuperação dos preços, uma vez que a oferta tende a cair.
“Por enquanto, o que temos visto é um ajuste de preços, já que os estoques estão altos”, afirmou Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel). Em 2008, o preço da celulose atingiu o pico de US$ 850 por tonelada e, em dezembro, com o agravamento da crise, o valor da tonelada caiu para cerca de US$ 500.
Para Leonardo Alves, analista da Link Investimentos, apesar da China ter esboçado uma retomada da demanda, o primeiro trimestre de 2009 terá um desempenho inferior em comparação a igual período do ano anterior.
“Os preços da celulose ainda estão muito baixos, o que vai impactar nos resultados operacionais das empresas no primeiro trimestre deste ano”, disse Alves. De acordo com o analista, o excesso de oferta foi o principal motivo dessa queda de preços. Alves projetou que o setor de papel e celulose apresente uma ligeira melhora no segundo semestre, mas não retornará aos patamares registrados antes do mês de setembro.
Com esse cenário, ambos os analistas afirmam que os resultados das principais companhias do setor não surpreenderam e indicam uma recomendação neutra para o setor. A Aracruz apresentou o prejuízo mais significativo, de R$ 4,19 bilhões, após perder mais de US$ 2.13 bilhões com operações de derivativos. A empresa é seguida pela sua incorporadora, a Votorantim Celulose e Papel, que teve uma perda de R$ 1,312 bilhão, Suzano (R$ 451 milhões) e Klabin (R$ 349 milhões).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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