Setor automotivo impacta nas finanças

Em: 16 de setembro de 2008
Após aperfeiçoamento de processos e aproveitamentos de recursos implementados pela consultoria, apontou uma média de mais de R$ 9 milhões em benefício financeiro por empresa, um total de R$ 853 milhões nos últimos 10 anos.
Após aperfeiçoamento de processos e aproveitamentos de recursos implementados pela consultoria, apontou uma média de mais de R$ 9 milhões em benefício financeiro por empresa, um total de R$ 853 milhões nos últimos 10 anos.

Um estudo da Proudfoot Consulting, baseado em projetos realizados em 91 empresas do setor automotivo de 16 países, (Bélgica, Cingapura, México, Suíça, Austrália, Brasil, Hungria, Canadá, Itália, Áustria, Espanha, África do Sul, Estados Unidos Reino Unido, Alemanha e França), após aperfeiçoamento de processos e aproveitamentos de recursos implementados pela consultoria, apontou uma média de mais de R$ 9 milhões em benefício financeiro por empresa, um total de R$ 853 milhões nos últimos 10 anos.
  “Este estudo demonstra que os países mais desenvolvidos do setor são também os que mais investiram em produtividade durante o período em que foram coletados os dados. Esta tendência será expectável também para as empresas presentes no Brasil, tendo em conta o aquecimento recente verificado no mercado nacional”, analisou João Currito, presidente da Proudfoot Consulting no Brasil.
 Os resultados obtidos devem-se à correção e investimentos em determinados processos, como o aumento de processamento produtivo (com a mesma infra-estrutura, ou seja, sem investimentos, como o Capex (Capital Expenditure); nível de satisfação das encomendas (completas e no prazo pré-determinado); redução de custos e diminuição de horas extras.
 “O objetivo da pesquisa foi levantar a preocupação existente com a produtividade em empresas desse setor, isso porque, o mercado automotivo brasileiro vem crescendo mesmo com a subida dos juros e o aumento do petróleo, e como esses custos não podem ser repassados para o consumidor, pois o valor final seria inviável, o mercado tem feito muita pressão para que haja redução de desperdícios durante a produção”, afirmou João Currito.
 O mercado automotivo no Brasil está aquecido desde a metade de 2007. No primeiro semestre deste ano, foram vendidos quase 1,5 milhão de veículos e a previsão, é de que até o final de 2008, cerca de 3,5 milhões de novos carros estejam circulando, contra 2,5 milhões em 2007. O Brasil já superou a Espanha em produção de automóveis e é atualmente o sétimo maior fabricante de carros do mundo.  “Estão sendo investidos mais de R$ 20 bilhões, um investimento tardio porque em 2006, quando o mercado começou a aquecer, acreditou-se que era passageiro e nenhum investimento no setor foi feito”, contou Elzo Guarnieri , vice-presidente executivo da Proudfoot Consulting.
O Brasil ainda enfrenta alguns desafios e para conseguir essa adequação no setor automotivo alguns pontos são fundamentais:
 *Aumentar a qualificação e o nível de preparo dos profissionais.
A falta de qualificação impacta no preço e no tempo, que tem como consequências: re-trabalho, horas extras, entre outras;
 * Melhorar a infra-estrutura; equipamentos e espaço de armazenamento do estoque;
 * Melhorar a logística, distribuição de peças e veículos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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