Para responder à velocidade com que o pólo de duas rodas cresce no PIM (Pólo Industrial de Manaus), indústrias de componentes de motocicletas anunciaram a aplicação de R$ 5,57 milhões na implantação de unidades fabris e na diversificação de sua produção.
Entre essas empresas estão a Jumbo Indústria de Usinagem e Estamparia da Amazônia e a Metalúrgica de Tubos de Precisão da Amazônia, que vão fabricar partes e peças usinadas, soldadas e estampadas para ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos e quadriciclos. Ambas já possuem incentivos fiscais do governo do Amazonas para produzir em Manaus, pois tiveram seus projetos de implantação aprovados na 212ª reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), realizada em dezembro último.
Com investimentos estimados em R$ 2,28 milhões, a Metalúrgica de Tubos de Precisão prevê a contratação de 22 funcionários. A mesma quantidade de trabalhadores é projetada pela Jumbo, que vai inverter R$ 2,09 milhões na instalação da unidade.
Diferente das duas empresas citadas, a Facomsa da Amazônia investe R$ 1,20 milhão para diversificar sua linha de bens intermediários, que hoje conta com a produção de mecanismos para medidor do nível de combustível e para velocímetro. A partir dos novos investimentos e a contratação estimada de 11 trabalhadores, a empresa vai fabricar lanterna indicadora de direção, dianteira e traseira (pisca). Para tanto, a empresa também recebeu do Conselho de Desenvolvimento o aval para produzir com incentivos fiscais.
Entraves logísticos
Moacyr Paes exemplificou que seria impossível uma empresa como a Moto Honda, que produz mais de um milhão de motos por mês, conviver com esses entraves logísticos.
Entretanto, ele observou que investir na produção de componentes como fizeram a Honda e a Yamaha, ao criar as subsidiárias HTA Indústria e Comércio (fabricante de moldes e ferramentas para motocicletas da Honda), HCA (Honda Componentes da Amazônia), Honda Lock e Yamaha Componentes da Amazônia, não é a alternativa mais vantajosa para empresas que querem evitar investimentos em máquinas e ferramentas.
Segundo Paes, é mais fácil a montadora horizontalizar a produção do que verticalizá-la. “A falta de escala de produção de algumas peças faz com que não haja a compensação dos recursos aplicados em equipamentos. Por outro lado, os investimentos feitos por indústrias especializadas na produção de componentes se pagam muito rapidamente”, destacou.
Segundo o diretor-executivo da Abraciclo, as motocicletas de 150 cilindradas fabricadas no Pólo Industrial de Manaus já possuem um índice de nacionalização que oscila de 95% a 97%, o que significa dizer que a quantidade de peças importadas para sua produção não é maior do que 5% do material utilizado. Além de ser campeão nesse quesito, o produto também é líder de vendas, porque representa cerca de 89% do faturamento do mercado.
Alta produção de fabricantes estimula adensamento da cadeia produtiva
Na perspectiva do diretor-executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Moacyr Paes, o adensamento da cadeia de componentes do setor de duas rodas é estimulado pela crescente produção das montadoras, que devem encerrar 2007 com a fabricação recorde de 1,73 milhão de unidades. Esse volume supera em 21% a produção do ano de 2006 e vai significar um aumento de 27,4% nas vendas efetuadas nos mercados interno e externo.
De janeiro a novembro, as indústrias do parque de Manaus montaram 1,64 milhão de unidades e chegaram perto da meta para todo o ano, que era de 1,65 milhão. Com essa performance, elas já acumulam um saldo produtivo de 22,6% no paralelo com igual período do último ano, quando totalizaram a fabricação de cerca de 1,34 milhão de veículos.
“Com o aumento do mercado, há cada vez mais a necessidade do fornecimento de comp






