Com a turbulência na economia global, que ainda não mostrou reflexos no PIM (Polo Industrial de Manaus), mas admite possíveis impactos, o Amazonas pode apostar no setor de serviços não financeiros para se equilibrar.
Isto porque, em 2009, mesmo diante da crise internacional, o segmento registrou um incremento de 13,60% frente a igual período de 2008, no número de mão de obra ocupada, segundo dados da PAS (Pesquisa Anual de Serviços), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na mesma época, o saldo de movimentação da mão de obra nas indústrias amazo–nenses foi negativo (-5.831), com 31.106 admissões para 36.415 desligamentos, de acordo com indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A média mensal de pessoal ocupado (92.675) foi 13,30% inferior a de 2008 (106.894).
De acordo com o vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo), Aderson Frota, os representantes têm esperanças de que a crise não deve afetar o mercado nacional, em virtude dos bons resultados apresentados pelo país, como o superavit em julho. As informações do Banco Central apontam que as contas do governo obtiveram uma economia de R$ 13,79 bilhões em julho, o melhor resultado para o período desde o início da série histórica, em 1997.
“Além do mais, dependemos mais da situação econômica da China do que da Europa e dos EUA”, destacou Frota. Recentemente, o diretor-executivo do Nomura Securities para a América Latina, Tony Volpon, anali–sou que o desempenho da economia chinesa é quase três vezes mais importante para o Brasil que o da americana, ainda mais quando o país oriental responde por 18% das exportações e 16% das importações do Brasil.
Contudo, o dirigente da Federação pondera que o cenário econômico “é como as nuvens e pode mudar”, destacando a importância do setor para a economia. “Está mais aquecido que o próprio comércio e a indústria. Com números cada vez mais robustos”, avaliou.
No entanto, ‘nem tudo são flores’. Para o professor de economia da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) José Alberto Machado, o segmento “decorre da demanda das indústrias”, e existe em função desta dinâmica.
Por sinal, a atividade de serviços prestados às empresas, que inclui limpeza, informática, publicidade, dentre outros, registrou aumento de 26,85% no número de empregados, com 49.920 funcionários em 2009 contra 39.355 em 2008. O disseminador de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, afirma que o ramo é basicamente destinado às empresas do Polo. “Na verdade, o setor de serviços em suma, na região não teria tanta força se não fosse pelas atividades do Distrito”, finalizou.
De acordo com Machado, mesmo que o PIM tenha problemas, os serviços não recuam de uma hora para outra, já que são indispensáveis para a ZFM (Zona Franca de Manaus). Porém, o economista emérito pelo Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do A-mazonas) salienta que, caso os impactos permaneçam por um período maior, aí sim haverá um baque nos algarismos apresentados.
Setor de serviços alavanca alta na geração de empregos no Amazonas
Em: 29 de agosto de 2011
Com a turbulência na economia global, que ainda não mostrou reflexos no PIM (Polo Industrial de Manaus), mas admite possíveis impactos, o Amazonas pode apostar no setor de serviços não financeiros para se equilibrar
Redação
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