Quase 430 empresas ingressaram na formalidade em janeiro, segundo dados da Jucea (Junta Comercial do Estado do Amazonas). Houve um maior número de estabelecimentos em relação ao mesmo período de 2010, quando registrou 325 empresas. Para o secretário geral da Junta, Edmilson Barbosa, o setor de serviços é o que mais contribui para o número de empresas abertas.
“O que observo é que há uma maior procura e abertura de empresas de serviços que buscam a Jucea. Muitas estão abrindo em função dos preparativos da Copa do Mundo”, comentou.
Já em relação ao número de empresas que fecharam as portas nesse período, ficou em torno de 110, sendo a maior parcela, 94, de empresas próprias e 16 de empresas Ltda (limitadas). No ano passado, nesta mesma época, registrou-se a extinção de 90 estabelecimentos.
O balanço de 2010 mostra que foram registradas mais de 6.000 empresas abertas entre janeiro e dezembro e apenas 1.203 pedidos de extinção. Em 2009, o número de empresas que fecharam foi de 1.318.
“As empresas acabam não dando certo porque muitos têm o conhecimento técnico, mas não possuem a habilidade administrativa para manter uma empresa”, afirmou Barbosa.
Novos dados
Além dos 1.203 pedidos de extinção, a Jucea também incluiu mais 38 mil empresas no cadastro. O motivo foi o não cumprimento de atualizações mediante a Junta. O artigo 60 da Constituição Federal, do Código Civil, prevê que, caso a empresa não preste novos dados ao longo de 2010, ela poderá ser fechada.
Barbosa informou que em maio deverá ser feito um novo levantamento e aconselha aos empresários que não estão com seus compromissos em dia com a Jucea, a procurarem o órgão o mais rápido possível. Quem quiser legalizar o negócio deverá ir até a Junta e gastar, em média, R$ 135 com a papelada.






