O segmento da indústria naval do Amazonas pretende pleitear cerca de R$ 3,15 bilhões para o Estado até o final deste ano. A afirmação foi feita em entrevista ao Jornal do Commercio pelo presidente do Sindnaval (Sindicato da Indústria Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas), Mateus Araujo.
A cifra representa 15% dos R$ 21 bilhões já disponibilizados pelo governo federal, sendo R$ 10 bilhões provenientes de linhas de crédito da Caixa Econômica Federal para projetos via FMM (Fundo de Marinha Mercante) e da Transpetro que tem investimentos previstos de R$ 11,2 bilhões através do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota).
O aporte faz parte de uma política nacional de apoio à indústria naval brasileira e está sendo pleiteado pelos nove Estados que possuem atividade de indústria naval, sendo os principais, Amazonas e Rio de Janeiro.
“O objetivo é dar musculatura (força) à indústria naval do país, principalmente aqui no Amazonas onde estamos precisando de um oxigênio financeiro. Vamos pleitear de 10% a 15% (R$ 3,15 bilhões) para cá porque queremos conceber um polo naval diferenciado e ecológico. Para tudo isso precisamos de aporte”, explicou.
Segundo ele, o montante deve ser aplicado nas construções das embarcações, em melhoria tecnológicas e, se possível, utilizado para modificações na própria infraestrutura portuária.
No entanto para ser liberado, o investimento depende do envio dos projetos de cada Estado que devem ser analisados separadamente, para só então, o orçamento ser aprovado. No caso do Amazonas, é necessário que a política da indústria naval do estado esteja pronta.
Atrasos
Um grupo de trabalho foi criado em janeiro deste ano para definir os pontos da política do setor como forma de facilitar a captação de recursos tanto para melhorias na infraestrutura quanto pra qualificação da mão de obra local.
Na mesma ocasião foi assinado um decreto de criação do comitê de gestão do projeto do polo naval, o chamado Distrito 3, que vai englobar todas as empresas do segmento naval do Amazonas na área do Puraquequara.
Após uma discussão que levou seis anos, o projeto está aprovado desde o dia 20 de dezembro do ano passado e a previsão inicial era de que a pedra fundamental das construções fosse lançada até junho deste ano, o que não ocorreu. Questões de documentação, ocupação, acesso à área, instalação de energia e ainda estão sendo definidas, conforme informações do Sindnaval.
De acordo com Mateus Araujo, a previsão do sindicato é que a conclusão do estudo e consolidação da política para o segmento ocorra no máximo até novembro desse ano.
“Queremos lançar a ‘pedra fundamental’ do distrito 3 ainda este ano e além disso, para conseguir aporte de qualquer instituição dependemos da finalização deste projeto”, disse.
Setor naval reivindica R$ 3 bilhões
Em: 30 de julho de 2012
O segmento da indústria naval do Amazonas pretende pleitear cerca de R$ 3,15 bilhões para o Estado até o final deste ano
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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