Setor naval vai receber R$ 15,4 bilhões

Em: 25 de abril de 2012
Fornecimento de bens e serviços para a indústria naval no país é um dos gargalos apontados por especialistas
Fornecimento de bens e serviços para a indústria naval no país é um dos gargalos apontados por especialistas

O setor naval e offshore do Rio de Janeiro vai receber entre 2012-2014 investimentos da ordem de R$ 15,4 bilhões, sendo R$ 6 bilhões na construção de novos estaleiros, informou a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) durante o 2º Balanço do Setor Naval e Offshore.
O investimento de R$ 15,4 bilhões é 17% maior do que o esperado para o período 2011-2013.
No mesmo evento, o secretário estadual de desenvolvimento econômico, energia, indústria e comércio, Júlio Bueno, anunciou que o governo do Estado vai desapropriar uma área de 4 milhões de metros quadrados em Duque de Caxias, na baixada fluminense, para instalar um polo de navipeças para atender a crescente indústria naval do Estado.
A instalação de empresas que forneçam bens e serviços para a indústria naval e offshore do país é um dos gargalos apontados por especialistas para garantir a continuidade do setor naval no Brasil. É uma maneira também de conseguir aumento do percentual de conteúdo local exigido pelo governo brasileiro às empresas que exploram petróleo e gás natural no Brasil.
Segundo Bueno, numa primeira fase serão desapropriados 500 mil metros quadrados para o início da criação do distrito industrial em Duque de Caxias. Ele espera conseguir a licença ambiental para a instalação das empresas nos próximos seis meses.
“O polo será implantado no rio Estrela, que está próximo à área mais funda baía da Guanabara e terá saída de produtos para os 19 estaleiros do Rio instalados na baía da Guanabara”, informou o secretário.
Com o transporte marítimo da produção do polo, o governo pretende desafogar as estradas no entorno dos estaleiros.
Bueno prevê que o polo navipeças vai atrair investimentos de R$ 1,5 bilhão e gerar cerca de 5.000 empregos diretos. A previsão é de que o projeto seja implementado entre 2013 e 2015.

Redação

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