Setor siderúrgico reduz estimativa de crescimento

Em: 31 de agosto de 2011
O total previsto ainda é 10,5% maior que as 32,9 milhões de toneladas produzidas em 2010
O total previsto ainda é 10,5% maior que as 32,9 milhões de toneladas produzidas em 2010

O desaquecimento da economia brasileira provocou a revisão das previsões de produção e vendas de aço para 2011. Segundo o IABr (Instituto Aço Brasil), a produção do setor siderúrgico deve alcançar 36,3 milhões de toneladas, volume 8% menor que a estimativa anterior, de 39,4 milhões de toneladas.
O total previsto ainda é 10,5% maior que as 32,9 milhões de toneladas produzidas em 2010. “Essa visão reflete principalmente a expectativa de menor crescimento do mercado interno devido ao desaquecimento da economia, à persistência de estoques elevados e à acirrada competição das importações”, disse o instituto.
As exportações deverão atingir 12,2 milhões de toneladas em 2011, representando US$ 8.5 bilhões, um crescimento de 24,8% em volume e de 46,4% em valor na comparação com 2010.
Já as importações deverão fechar o ano em 3,4 milhões de toneladas e valor de US$ 4 bilhões, queda 42,4% e 27,3%, respectivamente.
Apesar disso, a indústria siderúrgica nacional ainda mostra preocupação com a concorrência externa. Para o instituto, ainda persistem as causas que induzem o aumento da entrada de aço no país: câmbio supervalorizado no Brasil, guerra fiscal nos Estados e excedentes de aço no mercado internacional.

Proteção

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Polo de Mello Lopes, disse hoje (30) que o governo brasileiro precisa defender o país contra a ameaça da desindustrialização, que viria sob a forma de uma avalanche de importações dos mais diversos produtos, inclusive o aço.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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