Depois das empresas Digibrás, Greenworld, CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital), Positivo Informática e Samsung, agora foi a vez de a Evadin anunciar investimentos em tablets no PIM. A fabricante, que deixou a linha de produção de televisores, vai injetar R$ 59 milhões e gerar 41 novos postos de trabalho na fabricação do produto. O projeto foi aprovado ontem durante a 234ª reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas).
“Essa é a sexta empresa a anunciar a produção de tablets no Estado. Isso significa que nós ainda nos mostramos um destino interessante para esse segmento”, defendeu o secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Marcelo Lima Filho.
Segundo ele, a aprovação do projeto confirma que mesmo sem a instalação da Foxconn, – que produziria os tablets líderes de mercado da marca Apple, o Amazonas continua na briga. “Há outras plataformas além do Ipad e pelo menos seis dos concorrentes serão produzidos em Manaus. Estamos vivos na disputa, até porque os produtos são bem mais baratos e desempenham as mesmas funções”, argumentou o secretário.
Outro destaque, entre os investimentos, ficou por conta da Phitronics, com R$ 156 milhões e 1.519 postos destinados para a produção de receptores de sinal via satélite e terrestre.
ICMS
A briga pela cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entre Pará e Amazonas também foi repercutida durante a reunião.
“O Pará entendeu que o transbordo dos bens finais produzidos aqui em território paraense é um fato gerador para tributação. Então eles saem daqui em balsas e carretas e lá eles mudam de modal e seguem um caminho por estrada”, explanou Marcelo Lima.
Para a Secretaria de Fazenda do Pará, sobre a operação iniciada em Belém, deve ser cobrada a alíquota de 12% de ICMS de origem
“O que nos preocupa é que isso pode representar impacto ao custo do nosso produto”, questionou Lima.
De acordo com o secretário de Fazenda do Estado do Amazonas, Isper Abrahim, as duas secretarias estão conversando para chegar a um acordo que não onere o transporte rodoviário e fluvial do Amazonas para outras partes do nosso país, principalmente Nordeste e Sudeste. “Chegaremos a um consenso o mais breve possível. Nós entendemos que “a César o que é de César”, se o tributo é do Amazonas, é do Amazonas. Se parte pertence ao Pará, então é do Pará, e isso será obedecido a risca”, garantiu.






