Sindicatos analisam nova proposta da Fenaban

Em: 26 de setembro de 2012
No oitavo dia em greve, os bancários receberam uma nova proposta de reajuste salarial da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
No oitavo dia em greve, os bancários receberam uma nova proposta de reajuste salarial da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

No oitavo dia em greve, os bancários receberam uma nova proposta de reajuste salarial da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
A entidade patronal aumentou a proposta de reajuste para 7,5%, com 8,5% de aumento do piso salarial e dos auxílios para refeição e alimentação, além de um aumento na PLR (Participação nos Lucros e Rendimentos) fixa de 10%.
Com a nova proposta, o aumento real seria de 2% no caso dos salários e de cerca de 3% no caso do piso da categoria.
A parcela fixa da PLR passou para R$ 1.540 fixos, sendo que ela é acrescida a 90% do salário do trabalhador. Somadas os dois valores, o teto passaria a ser de R$ 8.414,34 (reajuste de 10%). Além disso, a PLR adicional passará a ter um teto de R$ 3.080, também 10% superior.
Os representantes sindicais, coordenados pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), estão reunidos em São Paulo para avaliar a proposta e definir a orientação que será passada às assembleias, que ocorrem na quarta-feira nos 137 sindicatos representados pela entidade.
Os bancários deflagraram a greve nacional no dia 18 de setembro, depois de rejeitarem a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais.

Greve

A greve dos bancários, que começou na terça-feira da semana passada, ganhou força ao longo da semana. Enquanto a adesão foi de 5.132 agências e centros administrativos (24% das 21.713 localidades em todo o país) no primeiro dia de paralisação, esse número cresceu 77% e chegou 9.092 locais (42%) no 4º dia de greve, segundo o sindicato da categoria.
O sindicato da categoria disse, ontem, que os bancos perderam mais uma oportunidade para retomar as negociações e apresentar nova proposta, ignorando a presença do comando nacional da greve -que se reuniu em São Paulo.
Na reunião da última sexta-feira, o comando nacional orientou os representantes dos sindicatos de todo o país a intensificarem a mobilização nas bases para forçar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a romper o silêncio e retomar as negociações.
Cordeiro disse à reportagem que, a partir do momento em que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) convocar os grevistas para uma nova rodada de negociação, será necessário chamar o comando nacional após o encontro, para apresentar a proposta, e então realizar as assembleias locais.
Assim, a paralisação só acabaria, na melhor das hipóteses, dois ou três dias após a convocação do sindicato dos bancos.
Os bancários reivindicam reajuste de 10,25% (5% de aumento real), além de piso salarial de R$ 2.416,38, participação de lucros de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, entre outros pedidos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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