Amizade, gratidão e compromisso com o futuro da Amazônia marcaram a noite da última sexta-feira (15), durante o 1º Baile Dançante da Sociedade dos Amigos do Exército na Amazônia (SOAMEX/Amazônia), realizado em Manaus. A celebração, que reuniu militares, empresários, lideranças institucionais e civis, simbolizou não apenas um momento festivo, mas também um marco no fortalecimento dos laços entre as Forças Armadas e a sociedade civil na região.
Fundada inicialmente como “Homens de Bem”, em 2014, a organização surgiu da união entre o jornalista e empresário Guilherme Aluízio, na época presidente do jornal do Commercio e o então comandante militar da Amazônia, General Eduardo Villas Bôas. A ideia era simples, porém poderosa: articular o diálogo e a cooperação entre quem pensa o desenvolvimento da Amazônia – militares, empreendedores, formadores de opinião e defensores da soberania nacional.
Onze anos depois, o grupo renasce com novo nome, mas com o mesmo propósito.
Dr. Sócrates Bomfim Neto, filho de Guilherme Aluízio e atual presidente da SOAMEX e CEO do Jornal do Commercio, comenta “Hoje, realizamos o primeiro baile dançante da SOAMEX com o objetivo de aproximar ainda mais o Exército e as Forças Armadas da sociedade civil. Antes fazíamos reuniões e festas entre os membros, agora queremos trazer as esposas, amigos e futuramente expandir, estreitando ainda mais esses laços”.

Uma noite de transição e tributos
O evento também marcou a transferência de comando do Comando Militar da Amazônia (CMA), do General de Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves para o General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho. Após 2 anos e 4 meses à frente do CMA, Costa Neves deixa um legado de atuação firme em defesa da Amazônia.
Durante seu comando, o general liderou ações integradas de defesa e monitoramento da região, reforçou a presença militar em áreas estratégicas, e promoveu iniciativas de apoio a comunidades indígenas e ribeirinhas.
“Nossa atuação foi intensa, com muitos resultados positivos. As nossas operações nas fronteiras vieram acompanhadas de ações sociais aos ribeirinhos e povos originários. Na Tríplice Fronteira foi realizada a ‘Operação Curaretinga VII’, uma das iniciativas da 16ª Brigada de Infantaria de Selva. O propósito da Operação é combater ilícitos transfronteiriços e ambientais na região e fortalecer a presença do Exército Brasileiro no Vale do Javari”, lembrou o general, em tom de orgulho e agradecimento, ao falar de sua gestão.
Em tom bem-humorado, ao ser perguntado sobre sua preferência entre os bois de Parintins, esquivou-se diplomaticamente: “Como nas cores do Exército tem azul e vermelho, eu sou os dois”.
A atuação do general foi reconhecida por diversas autoridades presentes. Para Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e presidente do Conselho Deliberativo da SOAMEX, o general deixa um legado de humanidade e liderança próxima. “Hoje é uma noite de despedida do General Costa Neves, mas também é uma noite pra reconhecer o que ele fez. Eu o chamo de General Pelegrino, porque ele saiu do seu gabinete e foi visitar cada um de nós, todas as entidades e organizações. Ele mostrou pra quê veio e qual é o papel do Exército brasileiro”, afirmou Silva em discurso emocionado.
Homenagens e memória viva
Entre os momentos mais marcantes da noite, estiveram as homenagens póstumas e em vida a personalidades que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do Amazonas e da Amazônia Legal.
Um dos tributos mais tocantes foi dedicado a Guilherme Aluízio, empresário e jornalista que presidiu o Jornal do Commercio e idealizador do antigo “Homens de Bem”. Reconhecido como um defensor incansável da Amazônia e da Zona Franca de Manaus, Aluízio foi lembrado com reverência por sua visão estratégica e comprometimento cívico. “Sua visão permanece viva, guiando-nos com honra e amizade. Gratidão por tua existência”, registrava a placa em sua homenagem.
A noite também celebrou nomes como Dr. Phelippe Daou, fundador do Grupo Rede Amazônica e mecenas de causas culturais e sociais na região; o General Antônio Miotto, ex-comandante do CMA e do Comando Militar do Sul; o empresário José dos Santos Azevedo, fundador do Grupo TVLar, ex-presidente da ACA, da CDL e Cônsul honorário de Portugal no Amazonas; e o magistrado Divaldo Martins, que deixou um legado admirável no Judiciário amazonense, sendo também professor, conselheiro da OAB-AM e membro do TRE.
Vozes da sociedade civil
Para os convidados, a noite não foi apenas de homenagens, mas também de reencontros e reafirmações de compromissos com a região. Juarez Prates, empresário do setor de transporte fluvial, destacou o espírito coletivo do encontro. “O sentimento de família e de interação que senti, proporcionado por pessoas tão relevantes da nossa sociedade, foi marcante. São pessoas sérias, dignas, que representam muito na nossa segurança. Esse respeito mútuo entre os militares e a sociedade é essencial”, pontuou.
Essa conexão entre as Forças Armadas e a sociedade civil é, segundo os organizadores, o principal pilar da nova fase da SOAMEX. Para Dr. Sócrates, o momento é de projeção. “A ideia é expandir ainda mais. A SOAMEX é hoje uma das primeiras sociedades desse tipo no Brasil. Nossa missão é continuar defendendo a Amazônia, promovendo valores de civismo, lealdade e desenvolvimento. Essa foi a visão do meu pai, Guilherme Aluízio, e ela segue viva”, concluiu.
Com o brilho das fardas lado a lado aos trajes de gala da sociedade civil, o 1º Baile Dançante da SOAMEX não foi apenas uma celebração social. Foi o símbolo de uma nova fase na história da Amazônia: uma fase em que união, memória e ação caminham juntas.







