Suframa discute desafios do transporte aéreo

Em: 29 de outubro de 2010
Sugestões para o crescimento frente aos problemas de logística estiveram em pauta
Sugestões para o crescimento frente aos problemas de logística estiveram em pauta

Durante o segundo dia do 9º Simpósio de Transporte Aéreo (Sintraer) a coordenadora geral da Cogec (Coordenação Geral de Estudos Eonômicos e Empresariais) ligada ao gabinete da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Ana Maria Souza, apresentou dados sobre a atual infraestrutura do PIM (Polo Industrial de Manaus) e sugestões para o crescimento frente aos problemas de logística enfrentados pela maioria das empresas instaladas no polo.
Segundo a coordenadora da Cogec, O PIM tem, hoje, cerca de 600 empresas e um crescimento estimado de 8% nos próximos anos. E mais de 60% dessas empresas utilizam o Terminal de Cargas do Aeroporto Eduardo Gomes. “São mercadorias importadas e que precisam chegar por via aérea. Por isso temos que buscar soluções para esses desafios que temos para abastecer o Polo Industrial”, disse.
Sobre a saída das mercadorias do PIM, Ana Maria informou que a maioria é feita via fluvial, mas que grande parte das empresas utiliza o transporte aéreo para evacuar a produção. “As exportações representam 3% do faturamento do PIM, mas uma vez que você tem os gargalos em um dos portos da cidade, como o acidente no Chibatão, a saída das mercadorias fica prejudicada”. Uma das saídas, segundo a coordendora é transportar essa mercadoria por via aérea. “Hoje nós estamos vivendo esse gargalo logístico e essa é uma das soluções para suportar essa demanda”, afirmou.

Fluxo de turistas

Outro ponto abordado pela coordenadora da Suframa no simpósio, foi o crescimento do fluxo de turistas no Amazonas até 2014, ano de realização da Copa do Mundo de Futebol. “Nesse período, nós devemos receber aqui no Estado, mais de um milhão de pessoas e o impacto no segmento turístico será muito grande, por isso, devemos vencer esse desafio. O aeroporto Eduardinho, por exemplo, vai receber um volume de impacto turístico muito grande, porque além da Copa, teremos o festival folclórico dos bumbás de Parintins e devemos pensar se o Eduardinho comporta volume de turistas além desse que está hoje”, contou.
Para Ana Maria, é fundamental que, além das discussões, o Estado ofereça metas aos ministérios, para conseguir a infraestrutura ideal.
Além da coordenadora da Suframa, o gerente aeroportuário da Secretaria Estadual de Transportes e Obras de Minas Gerais (MG), Júlio Cezar Diniz de Oliveira, acompanhado pelo planejador de aeroportos e consultor do governo de MG, Chris Van Note, apresentaram o desenvolvimento do Aerocrópolis, no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, como um modelo de aeroporto-indústria.
O 9º Sitraer termina nesta sexta-feira, 29, e está sendo realizado das 9h às 18h, com palestras e mesas redondas e apresentações de artigos sobre os gargalos e desafios do transporte aéreo no Brasil e mais, especificamente, no Amazonas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar